Os bailes e outros divertimentos permitidos, mas perigosos

domingo, 6 de março de 2011

Por São Franciso de Sales

As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos. Dança-se à noite e nas trevas, que as melhores iluminações não conseguem dissipar de todo, e quão fácil é que debaixo do manto da escuridão se façam tantas coisas perigosas num divertimento como este, que é tão propício ao mal. Fica-se aí até alta hora da noite, perdendo-se a manhã seguinte e conseguintemente o serviço de Deus.

Numa palavra, é uma loucura fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vão prazeres. Todo baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as conseqüências ordinárias dessas reuniões.

Referindo-me aos bailes, Filotéia, digo-te o mesmo que os médicos dizem dos cogumelos, afirmando que os melhores não prestam para nada. Se tens que comer cogumelos, vejas que estejam bem preparados e não comas muito, porque, por melhor preparados que estejam, tornam-se, todavia, um verdadeiro veneno, se são ingeridos em grande quantidade.

Se em alguma ocasião, não podendo te escusar, fores coagida a ir ao baile, presta ao menos atenção que a dança seja honesta e regrada em todas as circunstâncias pela boa intenção, pela modéstia, pela dignidade e decência, e dança o menos possível, para que teu coração não se apegue a essas coisas.

Os cogumelos, segundo Plínio, como são porosos e esponjosos, se impregnam facilmente de tudo quanto lhes está ao redor, até mesmo do veneno de uma serpente que por perto deles se arraste. Do mesmo modo, essas reuniões à noite arrastam para o seu meio ordinariamente todos os vícios e pecados que vão alastrando pela cidade ― os ciúmes, as pedanterias, as brigas, os amores loucos; e, como o aparato, a afluência e a liberdade, que reinam nestas festas, agitam a imaginação, excitam os sentidos e abrem o coração a toda sorte de prazeres, caso a serpente murmure aos ouvidos uma palavra indecente ou aduladora, caso se seja surpreendido por algum olhar dum basilisco, os corações estarão inteiramente abertos e predispostos a receber o veneno.

Ó Filotéia, esses divertimentos ridículos são de ordinário perigosos. Dissipam o espírito de devoção, enfraquecem as forças da vontade, esfriam os ardores da caridade e suscitam na alma milhares de más disposições. Por estas razões nunca se deve freqüentá-los, e, no caso de necessidade, só com grandes precauções.

Diz-se que, depois de comer cogumelos, é preciso beber um gole do melhor vinho existente; e eu digo que, depois de assistir a estas reuniões, convém muito refletir sobre certas verdades santas e compenetrantes para precaver e dissipar as tentadoras impressões que o vão prazer possa ter deixado no espírito.

Eis aqui algumas que muito te aconselho:

1. Naquelas mesmas horas que passaste no baile, muitas almas se queimavam no inferno por pecados cometidos na dança ou por suas más conseqüências.

2. Muitos religiosos e pessoas piedosas nessa mesma hora estavam diante de Deus, cantando os seus louvores e contemplando a sua bondade; na verdade, o seu tempo foi muito mais empregado que o teu!...

3. Enquanto dançavas, muitas pessoas se debatiam em cruel agonia, milhares de homens e mulheres sofriam dores atrocíssimas em suas casas ou nos hospitais. Ah! eles não tiveram um instante de repouso e tu não tiveste a menor compaixão deles; não pensas tu agora que um dia hás de gemer como eles, enquanto outros dançarão?!...

4. Nosso Senhor, a SS. Virgem, os santos e os anjos te estavam vendo no baile. Ah! quanto os desgostaste nessas horas, estando o teu coração todo ocupado com um divertimento tão fútil e tão ridículo!

5. Ah! enquanto lá estavas, o tempo se foi passando e a morte se foi aproximando de ti; considera que ela te chame para a terrível passagem do tempo para a eternidade e para uma eternidade de gozos ou de sofrimentos.

Eis aí as considerações que te queria sugerir; Deus te inspirará outras mais fortes e salutares, se tiveres santo temor a Ele.

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São Franciso de Sales. Filotéia ou Introdução à Vida Devota. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p. 319-323.

Por que meninas e mulheres usam vestidos?


        Por que meninas e mulheres usam vestidos? Creio que a resposta é tão simples e óbvia: Deus distinguiu masculino e feminino - criou macho e fêmea. Homens e mulheres são masculinos e femininas por desígnio divino. Creio que a nossa escolha de roupas demonstra a nossa concordância com as Escrituras - e que deve se vestir de acordo com nosso projeto bonito e deve vestir-se adequadamente - ou em conformidade. As fotos acima não são entendidas como uma " o" tipo de vestido usar ... mas de forma simples e corajosamente distinguir e demonstrar a diferença extremamente óbvia entre masculino e feminino.

A decência dos vestidos

Por São Francisco de Sales

S. Paulo quer que as mulheres cristãs (o que há de entender-se também dos homens) se vistam segundo as regras da decência, deixando de todo excesso e imodéstia em seus ornatos. Ora, a decência dos vestidos e ornatos depende da matéria, da forma e do asseio.
O asseio deve ser geral e contínuo, de sorte que evitemos toda mancha ou coisa semelhante que possa ofender os olhos; esta limpeza exterior considera-se como um indício da pureza da alma, a ponto de o mesmo Deus exigir dos seus ministros dos altares uma pureza e honestidade perfeita quanto ao corpo.
No tocante à matéria e à forma dos vestidos, a decência só se pode determinar com relação às circunstâncias do tempo, da época, dos estados ou vocações, da sociedade em que se vive e das ocasiões. É uso geral vestir-se melhor nos dias de festa, à proporção de sua solenidade, ao passo que no tempo da penitência, como na Quaresma, se escusa muita coisa. Os dias de casamento e os de luto têm igualmente grande diferença e regras peculiares. Achando-se na corte de um príncipe, o vestuário terá mais dignidade e esplendor do que quando se está em casa. Uma mulher pode e deve se enfeitar melhor quando está com seu marido, sabendo que ele o deseja; mas, se o fizesse em sua ausência, haveria de perguntar-se a quem quererá agradar com isso. Às moças se concedem mais adornos, porque podem desejar agradar a muitos, contanto que suas intenções sejam de ganhar um só coração para o casamento legítimo. O mesmo se há de dizer das viúvas que estão pensando em novas núpcias, contanto que não queiram imitar em tudo as jovens, porque, depois de ter passado pelo estado matrimonial e pelos desgostos da viuvez, pensa-se que devem ser mais sóbrias e moderadas. Para aquelas que são verdadeiras viúvas, como diz o apóstolo, isto é, aquelas que possuem no coração as virtudes da viuvez, nenhum adorno convém além de um ou outro, conforme à humildade, modéstia ou devoção; se querem, pois, dar amor aos homens, não são verdadeiras viúvas e, se não o querem dar, por que atrair a si os olhares? Quem não quer receber hóspedes tem de tirar de sua casa a tabuleta. Ri-se sempre dos velhos que se querem fazer de bonitos: é esta uma fraqueza que mesmo o mundo só perdoa na mocidade.
Conserva um asseio esmerado, Filotéia, e nada permitas em ti rasgado ou desarranjado. É um desprezo das pessoas com quem se convive andar no meio delas com roupas que as podem desgostar; mas guarda-te cuidadosamente das vaidades e afetações, das curiosidades e das modas levianas. Observa as regras da simplicidade e modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornato da beleza e a melhor escusa da fealdade. S. Pedro adverte principalmente as moças que não usem penteados extravagantes. Os homens de tão pouco caráter, que se divertem com essas coisas de sensualidade e vaidade, são tidos por toda parte na conta de espíritos efeminados. Diz-se que não se tem má intenção nessas coisas, mas eu replico, como fiz outras vezes, que o demônio sempre tem. Para mim eu desejava que uma pessoa devota fosse sempre a mais bem vestida duma reunião, mas a menos pomposa e afetada, e que fosse ornada, como se lê nos Provérbios, de graça, de decência e dignidade. S. Luís resume tudo isso numa palavra, dizendo que cada um deve vestir-se segundo o seu estado; de modo que as pessoas prudentes e a gente de bem não possam achar exagero algum e os jovens nenhuma falta de ornato e decência; e no caso em que os jovens não se dêem por contentes, é preciso seguir o conselho das pessoas prudentes.
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São Franciso de Sales. Filotéia ou Introdução à Vida Devota. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p. 288-291.

A modéstia e a elegância

A função da roupa é precisamente ocultar algumas partes do corpo, adornando-o de tal modo que, mesmo que seja “agradável vê-lo”, a atenção não se deixe absorver por ele, mas alcance a própria pessoa. De outra forma, as relações entre as pessoas — so¬bretudo entre o homem e a mulher — descem a um nível infra-pessoal, que se poderia definir como “de¬sumano”. É evidente que, quando o pudor é ignora¬do pela moda, já não se pode falar de elegância. A única palavra que nos resta usar é a contrária: grosseria”.
(Ada Simoncini. O Pudor. Ed. Quadrante)


        As pessoas perguntam se a modéstia tem a ver com elegância. Sim, tem. Mas nem sempre o modesto é elegante, nem precisa ser. A elegância não é uma necessidade, a modéstia é, pois é virtude.
       A palavra “elegância” vem do latim “elegantia” que significa gosto, delicadeza, distinção. No dicionário a elegância é descrita como graça, distinção aliada à simplicidade e à clareza, gosto delicado nos trajes, na fala, na decoração.
       Ora, podemos facilmente perceber que sendo assim não é preciso ser elegante para ser modesto. Temos tantos santos que não primaram pela elegância, pelo contrário eram rudes e não possuíam tato ou diplomacia alguma, no entanto são pessoas conhecidas e estimadas pela sua modéstia. Fica mais fácil ainda perceber que é muito mais importante buscar ser modesto, do que buscar ser elegante. Mas não é preciso separar uma coisa da outra necessariamente.
      Mas continuemos falando sobre a elegância. Ada Simoncini, autora do livro “O Pudor” faz algumas colocações oportunas sobre o tema, como na citação que abre este artigo. Ela também diz que:
“Quando se subvertem as leis do pudor, o vestuário não faz mais do que atrair a atenção para o que há de menos original e pessoal no corpo humano. Torna-se então simplesmente estúpido falar de elegância, de personalidade ou de autênticas relações pessoais. No fundo, ainda que não se queira admiti-lo, todos sabem que é uma hipocrisia falar de beleza ou de elegância a propósito de pessoas que passam com toda a sem-cerimônia por cima das leis do pudor.”
       Vemos então que existe um abuso da palavra “elegância” por parte de muitos, especialmente por certas pessoas do mundo da moda e das celebridades quando consideram como “elegante” aquilo que não passa de vulgaridade. Como pode ser elegante uma mulher que deixa entrever seus seios, seja através de um decote, seja através de uma transparência ou da mostra de seu sutiã? Com pode ser elegante, distinto, uma pessoa expor suas coxas, seja devido a uma roupa curta, seja devido a uma roupa que delineie completamente suas formas? Quando as roupas cobrem apenas um pedaço das partes íntimas – um decote que deixa ver parte dos seios, por exemplo – tornam-se um convite para ver mais. A mente humana, notadamente a masculina, ao ver um pedaço logo busca adivinhar o resto e isso acontece contra a vontade dele; é puramente fisiológico, biológico, é fruto da natureza decaída. Então ao usar uma roupa que insinua as partes sexuais, seja na transparência, seja nos pedacinhos que ficam expostos, a pessoa está agindo algumas vezes de forma até mesmo pior do que se estivesse nua, pois atrai a atenção para que se adivinhe o resto. A mulher que faz isso queira ou não queira, coloca-se numa atitude provocativa, pois o gesto de mostrar pedaços de partes sexuais é um convite ao sexo. Tal mulher torna-se objeto sexual mesmo contra vontade dela. O que há de elegante nisso?
É óbvio que uma roupa que revela mais do que deveria, que faz com que a atenção das pessoas se fixe nas partes do corpo e não em toda a figura como um conjunto, não pode ser elegante, muito menos modesta. É realmente uma tremenda hipocrisia falar de beleza ou de elegância a propósito de pessoas que passam com toda a sem-cerimônia por cima das leis do pudor.
        Sendo assim, tomar como exemplos de elegância gente que aparece o tempo todo expondo suas formas aos olhos do público sem nenhum pudor é algo contraproducente. Celebridades que vestem as mais vulgares criações estilísticas alimentam a indústria das roupas imodestas e fazem isso quase o tempo todo. Mas o que esperar de gente que perdeu a consciência do certo e do errado, que se guia simplesmente pelo que dita o seu mundinho pervertido? Só podemos esperar que se apresentem de forma imodesta mesmo[1]. Mas porque o seu próprio grupinho os chama de “elegantes”, não quer dizer que realmente o sejam.
       A pessoa elegante é simples e não passa por cima do pudor para se mostrar em público, não mostra nem insinua suas partes íntimas, não posa em atitudes sensuais e provocativas. Então é evidente que, quando o pudor é ignorado pela moda, já não se pode falar de elegância. A única palavra que nos resta usar é a contrária: grosseria.
Portanto ao verem pessoas expostas sem o mínimo pudor, expondo – principalmente quando o fazem propositadamente – sua intimidade através de roupas e posturas, tenham a certeza de que elas podem ser muita coisa, menos elegantes.
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[1] Quando fazem o contrário chegam mesmo a ser motivo de admiração por parte de quem se importa realmente com a beleza, com a elegância e a modéstia. É por isso que fico feliz quando encontro alguma dessas pessoas famosas vestida com decência. Fico orando para que um dia passem a se vestir somente assim, pois estão sempre em evidência e expondo-se com verdadeira elegância dão bom exemplo.

Rapazes, modéstia com as moças !

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ah se a modéstia dependesse só de nós, homens! Ainda bem que alguns blogs  estão ensinando a disciplina a essa massa de mulheres pervertidas existente também na Igreja.

Meu caros colegas, ser católico é duro, muito duro! Temos duas batalhas à travar: A nossa concupiscência e nosso campo de visão, que nem sempre é muito favorável

"E se seu olho faz você pecar, arranque-o e jogue fora. É melhor entrar no céu com um olho só, do que estar no inferno com dois." (Mateus XVIII, 9)

Então, como este é o 'X' da questão, vamos ao que interessa. Existem alguns tipos de mulheres que devemos evitar qualquer tipo de familiaridade, seja conversas ociosas ou até mesmo, uma palavra sequer. Qualquer 'J' será um motivo para grandes batalhas à travar totalmente desnecessárias. Portanto rapazes, sejamos modestos com as moças !

As modestas - tratai com todo o respeito. Converse prudentemente conforme seu dever de estado e seja gentil. Assim como ela nos ajuda em nossa santidade imitando a Santíssima Virgem, imitai a elas e trabalhe para seguir sempre o passos do Cristo crucificado, filho dessa Mãe da pureza, exemplo de modéstia.

As modernistas - tratai com todo o respeito. Fale somente o conveniente. Seja gentil, não em demasia. Não imitam a Santíssima Virgem como devem, porém, todo cuidado é pouco para tão pouco zelo que guardam a modéstia.

As mundanas - tratai com todo o respeito, mas evitai qualquer tipo de contato. Muitas almas se perderam por culpa de muitas mulheres vis, poços de devassidão! A Santíssima Virgem não é espelho para nenhuma delas, pois o espírito delas não é puro e não buscam a santidade, nem a desejam. Tratai com elas conforme a peste!

Escutai meus caros irmãos, que a modéstia que devemos ter é suma que jamais se mova um só olhar para a esquerda ou para a direita, para trás ou para frente que não seja lícito. O pecado não está no primeiro olhar descontrolado próprio da visão, mas no segundo. Naquela mácula de voltar e olhar para o tal vestido curto da morena, da loira, da ruiva, seja lá como for.

Quantos santos se atiraram nos desertos para não cairem no Inferno, justo pelos pecados da carne ! E ainda disse Jacinta, vidente de Fátima, que ainda hoje é o pecado que mais tem levado as almas para o Inferno. 

"Lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás” (Eclo 7,40)


Qual será o motivo de tantos terços e mortificações?  Acabou a era da modéstia! A Idade Média já passou, estamos nos tempos modernos, eu diria, nos tempos do Inferno. Todos os desejos infernais para o mundo se concretizaram, exceto um: Que Deus não exista para todos.

Ainda há um punhado de católicos que acredita na volta do Filho do Homem, no Reinado de Maria. Há jovens castos que sofrem pressão psicológica porque pretende guardar sua castidade até a vinda de Cristo. Há ainda aqueles que acreditam na modéstia, sim!

Pois a modéstia não é um assunto do passado. Os tempos mudam, os valores permanecem. Se nossos pais desistiram de lutar por isso que tanto foi ensinado por nossos avós, é da pedras ou dos ventres covardes que Deus suscitará uma geração que conserve a pureza da castidade, ensinando a modéstia.

Homens, ensinem isto a seus filhos! O Céu se conquista com violência. Com violência!
Luciano Beckman(http://modestiamasculina.blogspot.com)

Citações -Modéstia


"Ou devemos falar como nos vestimos, ou vestido como nós falamos. Porque é que professam uma coisa e mostrar outra? A fala a língua da castidade, mas todo o corpo revela impureza. "
-São Jernimo
 

"Não exageres na moda; está bem que sejas primorosa no trajar, que te adornes; mas tudo isto, dentro das normas do bom senso e do bom gosto." ( Pe. Matias de Bremscheid, A Donzela Cristã)  

"A humildade e a modéstia honram e ornam todos os homens, mesmo o sábio que, por sua sabedoria e seu gênio pasma o mundo; até o príncipe, que governa um grande reino. Sejam tais homens humildes e afáveis, tanto quanto lho permite a posição, e conquistarão de assalto, os corações dos seus compratiotas,granjeando por toda a parte honras e afeições entusiásticas. Mas, se a humildade convém a todo cristão, a todo homem, ela, no entanto, se ajunta principalmente aos jovens e de modo particular à donzela cristã, que deve exercitar-se na virtude, e tantas vezes há de reconhecer e dizer que é uma criatura fraca e inclinada para o mal." ( Pe. Matias de Bremscheid, A Donzela Cristã)  

"A castidade das jovens é de capital importância para a conservação dos bons costumes na sociedade. Se as moças guardarem, rigorosamente no trajar e em todo o proceder, decoro e modéstia, será este o melhor impulso para a moralidade." ( Pe. Matias de Bremscheid, A Donzela Cristã)

"Não está a moda exagerada freqüentemente a serviço da sensualidade, fornecendo ocasião ao pecado?  A vaidade não abafa muitas vezes, no coração da mulher, aquelas nobres qualidade com que o Criador a adornou, de modo todo particular, habituando-o a fazer tanto bem? A jovem que se deixa dominar pelo excessivo amor ao luxo e à ostentação, aos poucos torna-se superficial, egoísta, vazia de sentimentos nobres, avessa à prática da virtude, negligente nos deveres do próprio estado." ( Pe. Matias de Bremscheid, A Donzela Cristã) 

“Ao levantar da cama e enquanto nos vestimos, deveríamos pensar que Deus está presente, que aquele dia pode ser o último da nossa vida; e, entretanto levantar-nos e vestir-nos com toda a modéstia possível. (Catecismo de São Pio X, questão 970) 
 
“Maria Imaculada nos ajuda a redescobrir e defender a profundidade das pessoas, pois nela se dá uma perfeita transparência da alma no corpo. É a pureza em pessoa, no sentido de que espírito, alma e corpo são nela plenamente coerentes entre si e com a vontade de Deus” Papa Bento XVI 

Modéstia e Castidade

      “Ninguém pode ser ignorante do fato que, especialmente durante a estação de Verão, aqui e ali se têm visões que não podem senão ofender os olhos e almas dos que não consideram de importância secundária, ou que não menosprezam completamente, a virtude cristã e a decência humana. Não só nas praias e em locais de recreação no feriado, mas quase em todos os lugares, até mesmo nas ruas das cidades, nos lugares públicos e privados, e quase até mesmo dentro das igrejas, está sendo difundido um modo de vestuário indigno e inadequado. Para a alma da mocidade, tão inclinada ao mal, há o grande perigo de que este abuso entregue a sua inocência, o mais precioso e mais belo ornamento da alma e do corpo, ao sopro da morte. Os adornos da mulher, se é que pode ser chamado de vestuário o que não protege nem o corpo nem a modéstia, às vezes são tais que parecem encorajar a lascívia em vez da modéstia.”(Carta da Igreja Católica aos bispos, 15 de agosto de 1954)

       Modéstia e castidade são valores dos quais pouco se fala. A modéstia, que faz com que a castidade seja mais bem executada, se tornou sinônimo de atraso e as pessoas vão cada vez mais promovendo uma cultura de permissivismo sexual.
      Todas essas atitudes de rejeição para com a castidade são apenas conseqüências do desprezo que o mundo moderno passou a cultivar para com a Igreja Católica, principal promotora da modéstia e de outros conceitos tão importantes da moralidade tradicional. Afinal, é bem verdade que se todos seguissem os conselhos dos Santos Padres, dos bispos e dos padres em comunhão com a Igreja certamente não veríamos tantas ofensas à pureza e à dignidade humana. Se todos ouvissem as palavras da Igreja acima expostas, certamente os meios de comunicação não se esforçariam para propagar ideologias tão perversas contra a família e as demais instituições da nossa sociedade.
      De fato, o que vemos hoje nos meios de comunicação, as idéias que hoje são defendidas pela televisão, estão em total contradição com o Evangelho de Cristo e com as Palavras da Igreja. Mas por quê? Porque o homem se acha independente, pensa que pode viver feliz sem renunciar aos bens terrenos passageiros; vai deixando de ser racional e deixa que as paixões dominem seu ser. Chegou um tempo em que o homem começou a se “libertar” de Deus e da moral da religião. Esse processo atingiu seu cume com o comunismo, que se rebelou de maneira autoritária com a moralidade religiosa tradicional, perseguindo e matando aqueles que defendiam a fé católica e pregavam um mundo baseado nos valores cristãos.
       Esse processo comunista de rompimento com a Igreja continua ocorrendo. E o principal meio do qual Satanás se usa para levar as pessoas à perdição é a mídia.
Há mais de cinqüenta anos atrás, os bispos bradavam: “[E]stá sendo difundido um modo de vestuário indigno e inadequado”! Hoje vemos completamente difundido esse jeito imodesto de se vestir. E o principal meio de propagação dessa ideologia é a televisão! Quando ligamos os nossos aparelhos e assistimos à Rede Globo no horário nobre, a única coisa que se vê é baixaria e depravação. Assista um dia [ou melhor: NÃO assista] ao Big Brother Brasil, ou às novelas, e você vai ver o que eu estou falando. As festas, as danças, os vestuários dos atores, tudo isso contribui para que esses programas sejam grandes propagadores da impureza e da perversão sexual. Mulheres que se insinuam para homens, homens que se insinuam para mulheres; mulheres que se insinuam para mulheres, homens que se insinuam para homens…
     “Bem melhor fariam os educadores da juventude clerical, inculcando-lhe as normas do pudor cristão, que tanto contribui para manter incólume a virgindade, e bem pode chamar-se a prudência da castidade. O pudor adivinha o perigo, obsta a que se afronte, e leva a evitar aquelas mesmas ocasiões de que não se acautelam os menos prudentes. Ao pudor não agradam as palavras torpes ou menos honestas, e aborrece-lhe a mais leve imodéstia. Ele afasta-se da familiaridade suspeita com pessoas do outro sexo, porque enche a alma de profundo respeito pelo corpo, membro de Cristo (cf. l Cor 6, 15), e templo do Espírito Santo (l Cor 6, 19). A alma cristãmente pudica tem horror de qualquer pecado de impureza e retira-se ao primeiro assomo da sedução.”(Papa Pio XII, Sacra Virginitas, n. 56; 25 de março de 1954)


                                                 
     Quão horrenda é a atitude daquelas mulheres que, sem nenhum pudor, se vestem imodestamente e anunciam publicamente, em seu modo de vestir, que “que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas” (Santo Cura d’Ars). Mas, no mundo moderno, tudo isso – observem a contradição – é louvado e apreciado. É por isso que lemos no Santo Evangelho que “o amor do mundo é abominado por Deus” (Tg 4, 4). Sim. Tudo aquilo que o mundo aprecia é desprezado e rejeitado pelo Altíssimo. Aquele que ser cristão ouça bem: está fazendo uma escolha difícil. Aquele que quer seguir a castidade terá que tomar a Cruz do sofrimento e terá de estar sempre em constante vigilância e oração.
    Nesse sentido, recomendo a todos a leitura da encíclica Sacra Virginitas, do Papa Pio XII, onde ele fala da virgindade e da castidade. Fala também da modéstia, esse valor tão importante para que a castidade possa ser verdadeiramente amada e preservada.É um dos conselhos fundamentais para todos que não compactuam com a mentalidade suja desse mundo. No mais, rezemos e peçamos à Santíssima Virgem Maria, modelo perfeito de pureza e de virgindade, para que nos ajude a trilhar o caminho da castidade na humildade obediência a Nosso Senhor.

Salve Maria Santíssima!