Vestir-nos com toda a modéstia

domingo, 18 de março de 2012

Por Andrea Patrícia
“Ao levantar da cama e enquanto nos vestimos, deveríamos pensar que Deus está presente, que aquele dia pode ser o último da nossa vida; e, entretanto levantar-nos e vestir-nos com toda a modéstia possível.
(Catecismo de São Pio X, questão 970)
      Aí está um ensinamento valioso do Magistério da Igreja, saído das mãos de um papa que é santo!
      Este dia pode ser o último: é assim que devemos pensar ao acordar pela manhã. E este dia devemos viver com toda a modéstia possível! Os que estão dispostos a viver de acordo com os ensinamentos da Igreja, nossa Mãe e Mestra, acolhem tais palavras com vontade de obedecer, com sincero desejo de buscar a agradar em primeiro lugar a Deus, e assim vão mudando de vida.
      Lendo tal ensino fica muito claro que vestir-se com toda a modéstia possível exclui imediatamente a maioria das modas atuais. Senão vejamos:
  • O vestido quando é longo ou é tomara-que-caia, ou frente única, ou de alças e geralmente de malha, marcando o corpo e as peças íntimas;
  • As saias da moda são todas curtas, umas mais outras menos, mas dificilmente passam da altura dos joelhos;
  • As blusas quando são de mangas compridas ou até mesmo as ¾ são de corte que imita o masculino, dificilmente são femininas. Muitas são de malha, quase todas são transparentes, e boa parte, justas.
  • Sobram calças e mais calças que além de serem vestes apropriadas apenas aos homens (pois imediatamente mostram as formas realçando os quadris, mesmo que sejam folgadas), são também justas, marcam o corpo, ou são simplesmente ridículas como as tais saruel e cenoura.
      Realmente é difícil hoje em dia seguir estritamente a moda e ser modesta! Então o que fazer? Buscar se vestir com beleza e decência independentemente da moda! O que a moda oferecer de bom, use, mas não busque se vestir simplesmente de acordo com o modismo, se este não condiz com a modéstia.
     Lembre-se do ensino da Igreja: “vestir-nos com toda a modéstia possível”.
Na nossa sociedade, isso significa buscar e comprar tecidos, encontrar modelos de vestidos modestos – como propomos nos nossos álbuns – e levar a uma costureira de confiança para fazer, ou adaptar as roupas que, reformadas, podem ser utilizadas sem perigo de imodéstia.
     Ser modesta hoje requer não apenas coragem e santa audácia, mas perseverança para gastar o tempo e o dinheiro que se tem com vestes que realmente sejam dignas da mulher católica. Nossa Senhora disse em Fátima que quem ama Nosso Senhor não deve seguir a moda. Está na hora de cada uma de nós nos confrontar com esta pergunta: afinal, quem me guia na escolha da roupa: a Mulher mais pura que existiu ou a celebridade do momento?
Que Maria Modestíssima nos torne capazes de olhar para Ela e querer imitar sua pureza, antes de sermos escravas de qualquer modismo.

O que significa ser ridículo?

Ridículo 
Por Julie Maria
     No dicionário, encontramos um primeiro significado dessa palavra: “Digno de riso zombeteiro; merecedor de escárnio”. A partir da visão cristã, podemos enumerar centenas de ícones pops, de celebridades que são ridículos (neste primeiro significado da palavra) e que, no entanto, com o sofisma de “lançar tendências”, não passam por ridículos no mundo, mas muito pelo contrário: suas ridicularias de hoje são copiadas amanhã. A noção do ridículo na era “cultuar-celebridades-sem-talento” deve ser seriamente questionada, a não ser que sejamos, como cristãos, também vítimas dessa doença espiritual.
     Ninguém tem vontade de passar por “ridículo”, até porque existe um saudável desejo de preservar a nossa honra, mas é preciso diferenciar os dois significados dessa palavra: Existe um outro significado da palavra “ridículo” que, na linguagem espiritual, seria “respeito humano”.
     “Respeito humano” é deixar de fazer algo que se deve fazer por medo “do que dirão?”. Numa sociedade que perdeu qualquer vestígio de boa moral, é obrigatório não termos nenhum respeito humano (que paralisa qualquer discipulado!) no campo da moda, pois, é fato, da modéstia (imprescindível para quem segue a Nosso Senhor) nem se escuta falar nem se vê essa virtude nas ruas. Consequentemente, passar-se por ridículo é algo comum (ou deveria ser) para um batizado, pois namorar castamente, casar virgem e se vestir com modéstia é “ridículo” para o mundo! Seremos ridículos, isto é, seremos “escândalo” para o mundo, cada um na maneira que Deus providenciou, participando do escândalo da cruz e tornando-se um “sinal de contradição”.
     Para isso, olhemos para nosso Amado Jesus: cuspido, ironizado, flagelado, golpeado e finalmente crucificado. Rei do Universo, Autor da Pureza e Modelo de Modéstia, sendo despido por aqueles que estava salvando. Será que não passou da hora de nos sentirmos felizes por podermos unir o pequeno “desprezo” que passamos por sermos modestas, em reparação pela infinita crueldade sofrida por Nosso Senhor, que misteriosamente ainda a sofre?
     Será que a ousadia das celebridades lançando modas ridículas é mais forte que o amor dos cristãos por Aquele que aceitou o escândalo maior da cruz pela nossa salvação? Será que os estilistas, os publicitários, os atores e os músicos que lançam modas imodestas dia após dia prezam mais o “show que não pode parar” do que nós prezamos a glória de Deus?
Se existissem menos cristãos preocupados com o próprio umbigo, talvez o ridículo (no primeiro significado) seria de fato tido com ele é: ridículo! E “passar-se por ridículo” na frente dos homens mundanos seria ardentemente desejado por aqueles que lavaram suas vestes no Cordeiro! Entre Deus e mundo não há nada em comum! E aquele que passa por ridículo hoje por ser puro, modesto, virgem, será louvado eternamente no céu.
     O que você quer? Cinco minutos de fama, ou a vida eterna?
     Responder sinceramente a essa pergunta, escolhendo a segunda opção, pode ser o início de uma grande aventura: ser libertado da escravidão do mundo (incluída a escravidão da moda mundana) e começar a brilhar com a luz da santidade, que não vem de nós mesmos, mas dAquele a quem amamos e seguimos. Amor que se reflete em todos os lugares!
Ridículo mesmo é, sendo-nos oferecido tanto, contentar-nos com tão pouco. Tenhamos vergonha de nossa miséria e mesquinhez, mas jamais tenhamos vergonha de ser sinais de contradição para o mundo, a fim de que Nosso Senhor não se envergonhe de nós diante do Pai que está no Céu!

A modéstia e a castidade

Por Andrea Patrícia e Julie Maria


“Esta segunda virtude, a modéstia – a própria palavra “modéstia” vem de modus, uma medida ou limite – provavelmente exprime melhor a função de governar e dominar as paixões, especialmente as paixões sensuais. É o baluarte natural da castidade. É a sua muralha eficaz, porque seus atos moderados estão estreitamente relacionados com o próprio objeto da castidade." (Papa Pio XII. Problemas morais em Design de Moda. Discurso dirigido ao Congresso da União Latina de Alta Costura. Em 23 de maio de 1948) 

     A modéstia é "o baluarte natural da castidade", segundo o saudoso Papa Pio XII. Se a castidade é algo obrigatório para aqueles que buscam a vida espiritual, então temos que estar atentos à questão da modéstia. 
     A modéstia é pudor. Quando somos modestos nos resguardamos das impurezas. Buscando a pureza nos tornamos mais próximos daquilo que Deus quer de nós.
Devemos buscar a virtude da modéstia sempre, em todos os ambientes e situações em nossa vida diária através das palavras, das ações, das vestimentas, dos pensamentos, dos modos. 
     O cristão deve ser o sal da terra. E para isso deve saber dar o exemplo. Que exemplo estamos dando aos outros quando nos permitimos certas atitudes impuras, quando damos ouvidos a certas piadas e fofocas, quando deixamos que nossos olhos se maculem ainda mais com certos programas e leituras? 
      A virtude da modéstia busca a moderação. Mas moderar não quer dizer se equilibrar entre dois opostos buscando o caminho intermediário. Para sermos realmente moderados devemos buscar o mais alto e não simplesmente nos conformar com o que o mundo oferece como sendo "equilibrado", razoável. 
      "Os atos moderados [da modéstia] estão estreitamente relacionados com o próprio objeto da castidade". O que não estiver em conformidade com a castidade não pode ser moderado. Logo, com certas coisas não podemos contemporizar. Busquemos a modéstia sempre, pois ela é a guardiã da castidade.
E o que é a castidade?
      “A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual.”(CIC 2337)
     O Catecismo ensina que “todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.” (CIC 2348)
    A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida. Existem três formas da virtude da castidade (CIC 2349):
- a primeira, dos esposos (castidade conjugal);
- a segunda, da viuvez;
- a terceira, da virgindade.
     A castidade é a forma humana de viver a sexualidade. O Catecismo resume esta verdade assim: “A alternativa é clara ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz.” Isso significa que sem ser casto é impossível ser feliz, viveremos num nível infra-humano, viveremos como bestas.
     Mas a proposta do mundo é exatamente esta: viva como besta e seja infeliz! Basta olhar ao nosso redor e descobrir quem, sem viver a castidade, está realmente feliz. A pessoa não está feliz  sem a viver a castidade porque não nascemos para ser escravo de nada, nem dos nossos instintos, nem das outras pessoas, nem das pressões de uma sociedade doente que desconhece quem é o homem, o que seja a sexualidade humana e também o plano de Deus para o homem e a mulher ao se casarem.
     Mas por que a castidade é tão mal compreendida e ridicularizada? Porque ela “comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”
     Mas todos reconhecemos que isso não é fácil! Enquanto o mundo proclama a necessidade de sermos escravos e por tanto vivermos como bestas, a castidade exige disciplina, ascética, metas claras e paciência: “O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida”(CIC 2342)
     Frente a isso, vale recordar que até mesmo dentro do matrimônio, caso os esposos não vivam a castidade conjugal, eles podem estar ferindo os votos de se amarem que prometeram no altar.
     Ser casto então não é uma “opção” para o católico: é uma exigência do batismo que o chama a amar como Cristo ama: de maneira livre, total, fiel e fecunda. “A virtude da castidade comporta a integridade da pessoa e a integralidade da doação.” CIC 2337
Integridade e doação da pessoa: o que isso quer dizer?
     Significa que “a pessoa casta mantém a integridade das forças vitais de amor depositadas nela [e esta]  integridade garante a unidade da pessoa e se opõe a todo comportamento que venha feri-la; não tolera nem a vida dupla nem a linguagem dupla.” CIC 2338
     O Papa nas suas catequeses Teologia do Corpo irá explicar isso usando o conceito “linguagem do corpo”: uma pessoa pode estar falando a verdade ou mentindo, dependendo se aquilo que ela expressa com seu corpo é também expressão de todo o seu ser, ou não.
Por exemplo: a relação conjugal no plano de Deus é a expressão do amor livre, total, fiel e fecundo que esposo e esposa se prometeram no altar ao dizer: “eu te recebo como esposo… esposa…” e respondendo “sim” às perguntas que o sacerdote lhes faz. Só neste contexto sacramental “as palavras confirmam a verdade essencial da linguagem do corpo [...] cujo autor é o próprio homem [...] e o sinal que eles tornam realidade com as palavras do consentimento conjugal não é apenas um sinal imediato e fugaz, mas um sinal que olha em direção ao futuro e produz um efeito duradouro, isto é, a união conjugal, uma e indissolúvel - “todos os dias da minha vida”. (JPII, Audiência 19.01.83)
     Por isso, o namoro ou noivado, que por definição são realidades temporárias, não estão capacitados para a doação total que exige o amor entre homem e mulher. Neles:
- não existe compromisso definitivo (o matrimonio é indissolúvel)
- não existe abertura a vida (sempre nestas relações predomina o “usar” o outro que se comprova no uso do contraceptivo: eu te quero… mas não quero tua fecundidade.)
A Igreja pede que os jovens sejam “instruídos convenientemente e a tempo sobre a dignidade, a função e o exercício do amor conjugal, a fim de que, preparados no cultivo da castidade, possam passar, na idade própria, do noivado honesto para as núpcias. E pede aos noivos viver a castidade na continência: “nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, urna aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.”(CIC 2350)
     Não existe pessoa que, amando de verdade o outro, não gostaria de ser totalmente casta, virgem, pura para o amado (a) no dia em que se unem pelo sacramento matrimonial. O amor verdadeiro exige integridade de corpo e alma, exclusividade e totalidade que o mundo não entende, não suporta e não consegue viver!
     Mas nós, filhos de Deus e chamados a imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo ,reconhecemos que a castidade “é também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual [e que] o Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. (CIC 2345)
     Não tenhamos medo de viver a castidade! Não tenhamos medo de nos preparar dignamente para o “sim” definitivo. Escutemos a voz doce do Vigário de Cristo que nos exorta:
     “Eu digo-vos: Coragem! Ousai decisões definitivas, porque na verdade são as únicas que não destroem a liberdade, mas lhe criam a justa direção, possibilitando seguir em frente e alcançar algo de grande na vida.”

fonte:http://modaemodestia.com.br/index.php/artigos/moda-modestia/a-modestia-e-a-castidade

Não devemos nada ao feminismo!

Transcrevo aqui um excelente texto da jovem filósofa Talyta Carvalho, publicado ontem na Folha de São Paulo por ocasião do Dia Internacional da mulher: 

     As feministas chamaram de libertação a saída forçada da lar para trabalhar; sua intolerância tornou constrangedor decidir ser dona de casa e cuidar dos filhos.
     Na história da espécie humana, a ideia de que a mulher deveria trabalhar prevaleceu com frequência muito maior do que a ideia de que deveria ficar em casa cuidando dos filhos.
     Não raro, o trabalho que cabia à mulher era árduo e de grande impacto físico. Para a mulher comum na pré-história, na Idade Média, e até o século 19, não trabalhar não era uma opção.
     Uma das conquistas do sistema econômico foi que, no século 20, a produtividade havia aumentado tanto que um homem de classe média era capaz de ter um salário bom o suficiente para que sua esposa não precisasse trabalhar.
      No período das grandes guerras e no entreguerras, a inflação, os altos impostos e o retorno da mulher ao mercado de trabalho (que significou um aumento da mão de obra disponível) diminuíram de tal modo a renda do homem comum que já não era mais possível que maioria das mulheres ficasse em casa.
     Esse movimento forçado de saída da mulher do lar para o trabalho as feministas chamaram de libertação.
     Óbvio que não está se defendendo aqui que as mulheres não possam trabalhar, não casar, não ter filhos ou que não possam agir de acordo com as suas escolhas em todos os âmbitos da vida. Não é essa a questão para as mulheres do século 21 pensarem a respeito.
     O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?
     Explico-me. Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, exceto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.
     Assumir uma posição crítica ao feminismo é hoje o equivalente a ser uma mulher que fala contra mulheres. Ilude-se quem pensa que na academia há um ambiente propício à liberdade de pensamento.
     Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei “lutar” contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário. A batalha mesmo é contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da “questão de gênero” uma bandeira.
     Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo: financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas homens -que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro.
     Outro direito que a mulher do século 21 não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos -recomendo, sobre a questão, os livros “Feminist Fantasies”, de Phyllis Schlaffly, e “Domestic Tranquility”, de F. Carolyn Graglia.
     Na esfera econômica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe. Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam “qual a sua ocupação?”. A resposta “sou só dona de casa e mãe” já revela o alto custo sóciopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.
     O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. De fato, casamento e maternidade não são para todas as mulheres. Mas a nova geração deve debater esses dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.
     De minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.

fonte:http://www.padredemetrio.com.br/

Se você for CONTRA o aborto, VEJA e repasse antes que deletem.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma freira no Oscar!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Copio aqui um interessante artigo que recebi via email [o artigo vai tal qual o original. Onde se escreve "Mãe", entenda-se "Madre"]. Como é belo contemplar na prática a alegria daqueles que “venderam tudo o que tinham para  ficar com a pérola escondida no campo”. E você, já descobriu sua vocação?
     Nos anos 50 e 60, Dolores Hart era uma jovem e linda estrelinha em ascenção no cinema, fazia filmes com os galãs mais lindos e famosos da época. Atuou ao lado de Elvis Presley e até dizem que se apaixonou por ele e especulam se Elvis não teria sido o motivo que a fez largar tudo e entrar para um convento…
     Em 1962, na última vez em que Dolores caminhou sobre o tapete vermelho rumo ao Academy Awards, ela era uma jovem atriz de bochechas rosadas, cujo contrato valia US$ 1 milhão e que fora a primeira a beijar Elvis na tela. Mas, não mais que de repente, ela largou tudo, sumiu! Desapareceu tão completamente do foco da mídia e dos olhos do público que se tornou praticamente uma miragem do passado…
     Contudo, amanhã, neste domingo, Dolores Hart estará pisando novamente o red carpet do Teatro Kodak em Hollywood, na festa de entrega do Oscar e por um motivo muito especial: um documentário sobre sua vida é candidato ao prêmio! Porém, ao contrário das outras celebridades, ela não vestirá nenhuma roupa de griffe ou usará joia de marca importante. Estará vestindo o seu hábito negro, da congregação Beneditina, da qual é freira, e se mostrará como a mulher que escolheu ser: Mãe Dolores, como Superiora da Ordem em que vive em clausura nos últimos 50 anos, nos Estados Unidos, numa fazenda em Bethlehem, Connecticut, na Abadia de Regina Laudis, levando uma vida de trabalho duro, contemplação e orações… 
     Com 73 anos de idade, Dolores Hart, ou melhor, Mãe Dolores concordou em fazer esta rara aparição para prestigiar o documentário, que conta a sua história de vida, indicado para o Oscar, God Is The Bigger Elvis
     Nunca dantes na história da estatueta dourada, uma candidata ao Oscar chegou àquela festa andando de bengala e vestindo hábito, mas Mãe Dolores irá assim e com muita alegria, dizendo-se entusiasmada em participar daquela grande noite, mesmo que por ventura tenha que subir no palco… 
     Amanhã, ela surgirá no Oscar com os mesmos lindos olhos azuis e a mesma beleza serena, que a fizeram ser, tantas vezes, comparada a outra estrela da época, Grace Kelly
      O ano era 1957, quando Dolores Hart tinha apenas 18 de idade e estreava na tela como a namoradinha que beijava Elvis, no segundo filme do rei do rock, Loving You, causando inveja nas meninas de todo o mundo… 
     Loving You a fez famosa e ela logo atuou em outros filmes com grandes galãs, como Montgomery Clift e Anthony Quinn, e mais outro com Elvis, King Creole, em 1958. Nos cinco anos seguintes, ela fez mais nove filmes, inclusive a a comédia musical “cult” Where The Boys Are, com outro bonitão, George Hamilton. E a música, ninguém esqueceu: Where the boys are/ Someone waits for me
     Mesmo trabalhando como atriz, Dolores permanecia uma católica romana devotada, de ir à missa todos os dias, levantando-se às seis da manhã. E sempre rezava o terço durante todas as filmagens. Em 1963, atuou em seu último filme, Come Fly With Me, no papel de uma aeromoça. Em entrevista na época, ela se queixou de que o lado emocional da profissão era muito triste, pois, durante 10 semanas ou mais, eram trabalhos intensos de filmagens e amizades estreitas estabelecidas com pessoas que depois ela nunca mais voltava a ver…
      Foi quando Dolores trabalhava numa peça na Broadway que um amigo sugeriu que ela fosse descansar um fim de semana numa cabana em um convento católico em Connecticut. Ela foi e encontrou ali a paz que procurava desde a infância. Quis logo ingressar no convento, mas foi considerada jovem e imatura. Só depois de três anos foi aceita, terminando antes um noivado de cinco anos com um arquiteto de Los Angeles. E nunca mais voltou atrás… O ex-noivo jamais a esqueceu, mas aceitou os desígnios de Deus e até sua morte continuou devotado a ela, fazendo-lhe visitas e ajudando financeiramente o convento. Uma história de vida que realmente vale um filme…
     Quem não gostou nada foram os chefões do Studio MGM, que, furiosos, consideraram a conversão uma traição, e atribui-se muito a esse despeito o rumor difundido na época de que ela teria se apaixonado por Elvis Presley e estaria se escondendo num convento para dar a luz a um filho ilegítimo do cantor, tendo virado freira devido ao amor não correspondido. Dolores se calou, mas hoje que lhe é dada a oportunidade de ser escutada diz que preferiu servir ao Rei dos Reis, do que fazer filme com o Rei Elvis 
     Mãe Dolores, que vemos nas fotos acima, continua votando para o Oscar, já que faz parte da longa lista dos membros da Academia, e assistindo aos filmes em DVDs, que recebe da Academia. É a sua maneira de saber o que se passa no mundo lá fora. O documentário a seu respeito expõe sua luta, doenças graves e problemas financeiros que enfrentou no convento, onde reza sete vezes ao dia com suas irmãs, desde que se tornou freira, quando tinha apenas 25 anos de idade…

Fonte:http://www.padredemetrio.com.br/2012/02/uma-freira-no-oscar/

Mais uma da série:' Com uma declaração dessas...'

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SALVE MARIA IMACULADA!

[...]Shailene Woodley, do filme 'Os descendentes', que usou um vestido muito fechado com mangas longas, o que não favorece uma atriz com tão pouca idade. É um vestido que faz você ganhar algumas décadas ao usá-lo. Teria que ser, pelo menos, transparente. Ela poderia ter usado ainda um decote ou uma fenda, especialmente com a idade que tem. (Estilista Arthur Caliman). 

     Sinceramente não é preciso acrescentar mais nada após essa declaração infeliz de um homem que se diz estilista. Olha só o que a mídia está implantando na sociedade! O velho e ainda tão perigoso conceito "o que é bonito tem que ser mostrado". 
Se pra ele roupa modesta envelhece, então só quero me vestir como anciã.

Inútil escrava da Virgem Maria - Gislaide Rodrigues da Silva