Modéstia e recolhimento na assistência ao Santo Sacrifício da Missa, Parte II

sexta-feira, 1 de abril de 2011

      Uma mulher, que entra na Igreja com um traje imodesto e chamativo, atrai para si todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações.
     Não é preciso excitar as pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são por demais levadas a frequentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se na casa de Deus, especialmente quando se celebra a Santa Missa.
     Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem diante dos altares vestidas com simplicidade, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com os seus penteados ridículos e ares de actrizes, assumem poses de deusas no lugar santo.
     A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso e reverente da Santa Missa. Ao assistir ao Santo Sacrifício, viu essa nobre flamenga um espectáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber; mas sim para satisfazer uma paixão impura.
     À volta dela apresentou-se um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo.Quando se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns dos demônios seguraram-lhe a cauda do vestido, outro ofereceu-lhe o braço enquanto ainda outros serviam-lhe de corte e prestavam-lhe vassalagem como se fosse a sua senhora.
     No momento em que o sacerdote descia do altar com a Sagrada Hóstia na mão a fim de dar a Santa Comunhão àquela infeliz, pareceu à Bem-aventurada Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e voltava para o Céu, repugnando-Lhe entrar num coração tão rodeado de espíritos das trevas.
      Aterrorizada por semelhante visão, tão impressionante, a Bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor, que lhe revelou a causa de tudo aquilo; fazendo-a ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se encontrava próxima do altar; e que durante toda a Santa Missa, em vez de se ocupar dos Santos mistérios a contemplava com olhares impuros, desejando mais agradar-lhe do que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e serviam-lhe de corte.
     Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas; creio com agrado e boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com trajes dignos de escândalo, mereceis todas as censuras e reprovações. Ao procederdes desse modo, transformais o templo sagrado em covil de ladrões e salteadores; já que roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais nos sacerdotes, nos sagrados ministros e em todo o povo.
     Cuidai e tende pressa em considerar e tomar a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir ao Santo Sacrifício da Missa, esta piedosa rainha dirigia-se com grande pompa à Igreja. Mas, ao iniciarem-se os divinos mistérios, tirava da cabeça a coroa e os anéis dos dedos; depunha os seus adornos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos do altar, onde estavam fixos. Tudo isto agradou de tal modo a Deus que quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa, Isabel aparecia resplandecente de luz; envolta em tanta claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes. Parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.
     Imitai exemplo tão ilustre, certas de que agradareis a Deus e aos homens, e de que a Santa Missa será para vós de muito proveito: nesta vida e na outra.

(São Leonardo de Porto Maurício, "As excelências da Santa Missa")

Fonte:http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com

Recolhimento e modéstia na assistência ao Santo Sacrifício da Missa

«Recolhimento, modéstia e silêncio

     Era opinião de São João Crisóstomo, opinião aprovada e confirmada por Gregório, no quarto dos seus Diálogos, que, no momento em que o padre celebra a Missa, os céus se abrem, e multidões de Anjos descem do Paraíso para assistir ao santo Sacrifício.
     São Nilo abade, discípulo de São João Crisóstomo, afirma que via, quando este santo doutor celebrava, uma grande multidão daqueles espíritos celestes a assistir os ministros sagrados nas suas augustas funções.
     Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa:Consiste em irdes à Igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes, diante do altar, como o faríeis diante do trono de DEUS, em companhia dos Santos Anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que DEUS costuma conceder àqueles que honram, com a sua piedosa atitude, mistérios tão santos. Entre os hebreus, enquanto se celebravam os sacrifícios da antiga Lei, nos quais se ofereciam apenas touros, cordeiros e outros animais, era coisa digna de admiração ver com quanto recolhimento, modéstia e silêncio o povo todo acompanhava. E, se bem que o número de assistentes fosse incalculável, além dos setecentos ministros que sacrificavam, parecia, no entanto, que o templo estava vazio, pois não se ouvia o menor ruído, nem um sopro.
      Ora, se havia tanto respeito e veneração por esses sacrifícios que afinal não eram mais que uma sombra e figura do nosso, que silêncio, que atenção, que devoção não merece a Santa Missa, na qual o próprio Cordeiro Imaculado, o Verbo de DEUS, se imola por nós?!
     Bem o compreendia Santo Ambrósio. No testemunho de Cesário, quando ele celebrava a Santa Missa, após o Evangelho, voltava-se para o povo, exortava-o a um piedoso recolhimento e impunha a todos guardar o mais rigoroso silêncio, não só proibindo a menor palavra, mas ainda abstendo-se de tossir ou fazer qualquer ruído. E era obedecido. Quem quer que assistisse à Santa Missa do santo Bispo, sentia-se tomado de profundo respeito e comovido até ao fundo da alma, tirando assim grande proveito e acréscimo de graças.

(São Leonardo de Porto Maurício, "As excelências da Santa Missa")

Fonte:http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com

Reflexão sobre a modéstia

quarta-feira, 30 de março de 2011

“Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus” (Rom 8,8)

      Como deve ser difícil olhar para a realidade em que vivemos, e querer estar à parte dela. Seria uma vergonha não acompanhar os passos da contemporaneidade que, de alguma forma tenta imputar nas pessoas todas as suas tendências, pensam alguns. De fato, cada época tem o seu mal, e para cada mal há os seus adeptos e os que lutam contra ele. Quem estará certo, afinal? Para essa pergunta ,vamos buscar a resposta em algum referencial. Se o nosso ponto de partida é Jesus Cristo que, por amor se doou a nós para a nossa salvação, então teremos como base a sua vida e sua Palavra, pois atentos à Boa Nova saberemos corresponder aos desígnios do Senhor, tendo em vista que ele é a Palavra de Deus encarnada. Agora, se o nosso ponto de partida é o próprio eu, a satisfação estará em dar crédito a todos os prazeres possíveis para um provável gozo da vida, mas os pressupostos para tal se encontram no mundo e em suas leis, contrárias à lei da vida, que é a lei de Deus.
      Nesse sentido, percebemos o despertar de muitos movimentos dentro da Igreja para socorrer os que fizeram a segunda opção. Mas para convencer de que a primeira alternativa é a que nos garantirá segurança e certeza da felicidade, temos que dar o exemplo e, como o próprio Senhor, aplicar à vida a fé e o amor de Deus. Vejamos que o amor é a justificativa para tudo, inclusive para a Encarnação do Verbo, que se deu gratuitamente. A nossa firmeza só pode estar no Amor.
      Posso afirmar aqui que, o motivo de tantos problemas do “mundo religioso”, na falta da prática da fé, na displicência para com o compromisso batismal, para a banalização de si e de toda a criação ,é porque ainda não compreendemos verdadeiramente o amor de Deus. Quando amamos queremos ser correspondidos, não é? Pois bem, a imensidão do amor de Deus reflete a sua infinitude. Jamais poderemos retribuir o seu amor na mesma medida, mas isso não é motivo para não querermos retribuir de forma mínima a ele. Creio que essa palavra retribuir não seja muito adequada, tendo em vista a gratuidade de Deus. Mas se estamos impelidos do próprio amor, faremos o mínimo para reconhecer que ele nos ama.
Aqui vale lembrar as palavras do grande São Francisco de Assis: “o Amor não é amado”.   Para o pobrezinho de Assis é um absurdo pensar que o Amor é ignorado. Sua vida então, que motivou muitos seguidores, os seus confrades, era a expressão de alguém que queria dar a Jesus o mínimo que a nossa frágil condição humana pode oferecer. Quantos pecados e misérias nos envolvem! Mas nada disso deve nos motivar ao desespero e ao desânimo, ao contrário, deve ser impulso de nos lançarmos ainda mais ao amor misericordioso do Sumo Bem.
      Com certeza optar por Jesus Cristo é um grande desafio. Vejamos os religiosos: as pessoas não aceitam que haja pessoas que renunciaram a tudo para seguir outro caminho. O mundo pensa que não há outra forma de viver e de ser feliz. Mas é aí que todos se enganam. Pois, enquanto uns querem a segunda opção, que apontamos acima, e se enganam pensando que a felicidade da vida e a realização de todos os prazeres carnais bastam em si, outros querem buscar a felicidade concreta e eterna. Todos podem escolher a opção pelo bem eterno, e nem precisam virar monges ou religiosos para conseguir alcançá-lo. Bastam-nos ,atitudes que expressem Jesus, pois é disso que o mundo precisa: de pessoas que levem consigo, em sua vivência e em seus atos a presença de Deus.
E como a ponto fraco da sociedade hodierna é a sexualidade, vale-nos renunciar aos prazeres que envolvem às más paixões e, doando-se ao Senhor, mostrar ao mundo que a verdadeira felicidade não se encontra aqui. É válido renunciar a toda essa cultura do sexo, do corpo, da depravação e entender a teologia do corpo, que é a compreensão de nós como templos do Espírito Santo e obras vivas de Deus.
      Filhos como São Francisco de Assis e cavaleiro da Imaculada, São Maximiliano Maria Kolbe viveram uma virtude do próprio Jesus, que foi o amor no sofrimento. E não só amar porque se sofre, mas aceitar o sofrimento por amor: “amar é sofrer”. E como sofremos quando nos privamos de nos agradar, que “tragédia” andar fora dos costumes ditados pelos que, querem o bem finito e não visualizam a vida futura. O santo polonês quis consumar o amor-caridade, doando-se pelo Amor até o fim, terminando sua vida com um salto para o Céu.
      Para saborear o gosto da eterna luz, devemos não querer sentir o gosto pelas coisas inferiores. É uma luta contra a própria humanidade, contra a concupiscência, mas é uma busca pela garantia da Pátria Celestial. Subamos ao monte onde Cristo está e de lá olhemos o mundo. Com essa experiência só teremos vontade de voltar ao mundo para anunciar o Reino eterno.
      A insistência por uma modéstia no vestir, no falar, no pensar é para que não sejamos condenados por coisas tão insignificantes. O que custa ter consciência cristã e agir por caridade para com o próximo e amor a Deus despojando-nos de atitudes que só levam ao mal e à morte interior. Os piores horrores podem afligir a alma por meio de mínimas distrações de nossa parte. Além de vigiar, devemos dar uma reposta segura e concreta. “Que seu sim seja Sim, que seu não seja Não”.
      O profeta Joel exorta: “Rasgai vossos corações e não vossas vestes” (cf. Joel 2,13). Com isso, entendemos que, a nossa atitude deva ser sincera e madura. De dentro do coração que deve brotar a nossa vontade de realizar os planos do Senhor. Eis-nos aqui Senhor! Para fazer tua vontade, para viver no seu amor. E a vida vai mostrar o que realmente está no nosso interior.
      Ó Virgem Maria Imaculada, Nossa Mãe Puríssima, sem pecado concebida, dai-nos a graça da parte de Deus de sempre realizar a vontade do Pai, renunciando aos prazeres do mundo e as vontades da carne, almejando as delícias eternas. Dai-nos a graça da fidelidade e da perseverança para que,percorramos esta peregrinação sedentos de sua luz, para habitarmos um dia à Cidade Eterna dos bem-aventurados. Assim seja.

Escrito por Israel Sobrinho OFM Conv.

O Papa e a modéstia

segunda-feira, 28 de março de 2011

           O protocolo diplomático do Vaticano diz que Rainhas e Primeiras-damas que visitam o Papa devem estar de roupa preta e véu. Observamos que o Vaticano oferece normas concretas de como se vestir diante do Santo Padre, ou seja, com a devida modéstia. Além disso, quando entrarmos na fila para visitarmos a Basílica de São Pedro poderemos observar uma certa vigilância e placas indicativas que informam as roupas permitidas e proibidas.

         Para alguns isso pode parecer estranho, mas para os católicos isso nada mais é do que o cuidado que a Santa Igreja, Mãe nossa, tem para nos educar e formar na virtude da modéstia, atualmente atacada de forma tão gritante. Por isso numa oração indulgenciada, chamada Ato de reparação a Santa Igreja nos convida a rezar: “Dulcíssimo Jesus… de todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e imodéstias do vestido…” (Manual das Indulgências, Ed. Paulus, 1990, pág. 50).
       Portanto se somos católicos não podemos ser indiferentes e  acolhermos de braços abertos a moda difundida atualmente. Estamos no mundo mas não somos deste mundo, nos ensinou Nosso Senhor. Se queremos viver conscientemente na presença de Deus amando-O de todo coração, como ousaremos nos vestir imodestamente deixando-nos levar pela onda da moda atual e assim ofendendo nosso Deus e Senhor?
Que Nossa Senhora, Virgem Puríssima, interceda por todos nós, e especialmente para que as mulheres possam abraçar com convicção e alegria as exigências da modéstia católica.

Texto originalmente publicado em Moda e Modéstia.

Adaptar

domingo, 27 de março de 2011

Salve Maria Imaculada!
       Adaptar é a dica para quem está começando e não tem tempo ($$$$$) para renovar o guarda-roupa; e uma peça imodesta (que muitas de nós tem no guarda-roupa) que pode ser util é o tomara-que-não-caia, aquele modelo drapeado no busto.

[Atenção: essa peça só pode ser usada com um bolero ou casaco, nunca sozinha]

Como usa-lo de maneira modesta? 2 modos:
1- Usá-lo como vestido mesmo, colocando uma camiseta por baixo para diminuir o decote (sempre lembrando da 3ª regra mariana, o decote não pode exceder de 5 cm, ou dois dedinhos da base do pescoço), e colocando um bolero ou casaco.
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2-Ou usar o tomara-que-não-caia como saia, principalmente esses com drapeado no busto, pois esticam.

"Tal como Maria, vista com modéstia — Seja modesta, para ser como Maria."


Escrito por:Gislaide Rodrigues da Silva

Ano Mariano 2012-2013


Súplica ao Santo Padre, o Papa Bento XVI, pela graça de um Ano Mariano em 2012-2013, recordando os 25 anos do último ano mariano proclamado pelo Servo de Deus o Papa João Paulo II e comemorando os 300 anos do "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem" de São Luis Maria Montfort.
 
 

Sobreposição de roupa

sábado, 26 de março de 2011

Salve Maria Imaculada!
Como a 2ª norma mariana recomenda: as blusas Marianas hão de ter mangas compridas ou pelo menos até o cotovelo(quem não viu pode ver Normas Marianas.) Então você pensa: mas e aquela blusa lindíssima que eu tenho que não tem manga? A sobreposição é a resposta, paras as blusas sem manga ou com meia manga.
Para sobreposição você vai precisar de uma blusa de manga longa, ou uma segunda-pele, de preferência preta porque combina com tudo, mas se você preferir existem outras cores.

E então é só combinar as peças até chegar ao resultado que mais lhe agrade.

Outra dica: se você tem que participar da Santa Missa, ou tem o outro compromisso, por exemplo, às 15:00 horas da tarde, sugiro que comece a se arrumar às13:30, pois você vai ter que pensar na sobreposição e na saia modesta para que tudo combine e fique feminino.
Lembrando que as mangas menores também são aceitas por quem está começando agora no caminho para a modéstia, até que consiga se adaptar.


"Tal como Maria, vista com modéstia — Seja modesta, para ser como Maria."


Escrito por:Gislaide Rodrigues da Silva