Trança Lateral

sábado, 30 de abril de 2011

Salve Maria Imaculada!
     A trança é o mais popular dos penteados, e também o mais fácil de fazer. Com os vários tipos dá pra usar uma trança na Santa Missa, em um casamento, formatura, aniversário...
     Trago hoje a idéia de uma trança lateral:
[Desconsiderem a música que toca no vídeo]

     Modéstia é seguir o exemplo da Virgem Maria. É evangelizar com o próprio corpo.Modéstia não é sinônimo de desleixo; usar um saião e uma blusona folgada e ficar parecendo um saco de batata, não é estar vestida com modéstia. Então não tenha medo de se arrumar, de combinar as cores, de usar penteados (mas é claro tudo com muita prudência, se não a modéstia simplesmente vai ser um pretexto para sua vaidade).

Fiquem com Deus e com a Virgem Maria!

Faltam 21 dias para o I Seminário Mariano: http://www.youtube.com/watch?v=lWat2Ye5eTY

Escrito por:Gislaide Rodrigues da Silva

Indo à costureira

sexta-feira, 29 de abril de 2011

     Ótima iniciativa da Luciana Lachance ao criar uma série de postagens dando dicas para quem quer ir a uma costureira. Vá lá e aprenda!
http://teusvestidos.wordpress.com/

Seminário Mariano

quarta-feira, 27 de abril de 2011







O I° Seminário Mariano será nos dias 21 e 22 de Maio na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição - Novo Gama - Go.

O valor será 20,00, os dois dias.
 Serão dois dias de um aprofundamento  sobre a Santíssima Virgem.


O I° Seminário Mariano começará as 07:30hs do Sábado..

Não Teremos lugar para dormir.

Nos procure para preencher a sua ficha e garanta a sua presença.



Presença já confirmada:
- Kal - Obra da Imaculada - Candeias - BA
- Carlos Mariano - Feira de Santana - BA
- Frei Alexandre - Novo Gama - GO
- Frei Paulo Maria - Novo Gama - GO
- Hélio Comunidade Missionária Mariana - Novo Gama - GO

Ministério de Música:
- Banda Mater Dei - Novo Gama - GO 

Maiores informações:

(61) 36283991 / 84201981 / 81075329 - Hélio
totustuusmaria.helio@hotmail.com

(61) 36081800 / 92847517 - Elcy.

(61) 85736013 / 93190010 - Edson.

(61) 91340698 - Pâmela.

(61) 85927210 / 36288198 - Laís.

(61) 81470845 - Gislaide.

PRAIAS E PISCINAS

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Padre Ricardo Félix Olmedo
 

PRAIAS E PISCINAS

            O banho ao ar livre em praias e piscinas é higiênico e saudável, pode ser uma honesta forma de recreação; em si mesmo não é mau e, portanto, lícito. Contudo, com a desculpa de ser por motivos de higiene, saúde ou descanso, são cometidos, hoje, gravíssimos escândalos. [1]
            Não se trata de coibir uma natural, lícita e saudável expansão, nem o uso dos bens que Deus outorgou ao homem para sua conveniente higiene e para a recreação do corpo e do espírito; mas de forma alguma é permitido, e é pecado grave, que, aproveitando-se dessas ocasiões, os costumes honestos sejam abandonados, consinta-se no desenfreio dos vícios, dê-se lugar ao nudismo sem pudor e se pervertam as almas pelo escândalo...
            A causa de graves equívocos acerca do que é permitido e do que é proibido nesse tema, com gravíssima ruína para as almas é algumas vezes o respeito humano, outras vezes é um conceito deturpado da higiene ou da elegância, muitas vezes, é a sensualidade e a concupiscência.
            Convém, pois, assinalar os princípios morais a que deve ser submetida essa atividade.
            A conduta que a virtude do pudor impõe ao católico, a todo o momento e lugar é o primeiro ponto a ser destacado.
            Pio XII, falando do tema, dizia que: “É muito evidente que a origem e a finalidade das roupas é a exigência natural do pudor, entendido tanto em seu sentido amplo (que inclui também a devida consideração para com a sensibilidade dos outros diante dos objetos repugnantes à vista), quanto, sobretudo, como uma tutela da honestidade moral e escudo contra a desordenada sensualidade. A estranha opinião que atribui ao relativismo desta ou daquela educação o sentido do pudor, que chega a ser considerado como uma deformação do conceito da realidade inocente, um falso produto da civilização e até um estímulo à desonestidade e uma fonte de hipocrisia, não está apoiada em nenhuma razão séria; pelo contrário, essa opinião encontra uma explícita condenação na conseguinte repugnância daqueles que talvez tenham se atrevido a adotá-la como filosofia de vida, confirmando desta forma a retidão do sentido comum manifestado nos costumes universais. O pudor, considerado em seu significado estritamente moral, qualquer que seja a sua origem, se baseia na inata e mais ou menos consciente tendência de cada indivíduo de defender um bem físico próprio, da indiscriminada concupiscência dos outros, a fim de reservá-lo, com prudente seleção de circunstâncias, aos sábios fins do Criador, por Ele mesmo posto debaixo do escudo da castidade e da pudicícia. Esta segunda virtude, a pudicícia - cuja sinônima “modéstia” (de modus, medida, limite), talvez expresse melhor a função de governar e dominar as paixões, particularmente as sexuais - é a natural defesa da castidade, sua valiosa defesa, posto que modera os atos proximamente conexos com o objeto próprio da castidade. Como uma escolta avançada, o pudor se faz sentir no homem desde o momento em que este adquire o uso da razão, inclusive antes mesmo que aprenda a noção de castidade e seu objeto, e lhe acompanha durante toda a vida, exigindo que determinados atos, em si honestos, porque divinamente dispostos, estejam protegidos pelo véu da discrição e pela reserva do silêncio, como para conciliar-lhes o respeito devido à dignidade de seu grande fim. ‘É, portanto, justo que o pudor, como depositário de bens tão preciosos, reivindique para si uma autoridade superior sobre toda outra tendência ou capricho e que presida a determinação das formas de vestir.’” [2]
            Acrescenta o Sumo Pontífice que, “do mesmo modo que a natureza pôs em cada criatura um instinto que a impulsiona e a leva a defender sua própria vida e a integridade de seus membros, assim a consciência e a graça (que não destrói, e sim aperfeiçoa a natureza), infundem nas almas uma espécie de sentido que as coloca em constante vigilância contra os perigos que ameaçam a sua pureza. Isto é especialmente característico da jovem cristã. Lê-se na paixão das Santas Perpétua e Felicidade - considerada como uma das mais apreciadas obras da antiga literatura cristã - que no anfiteatro de Cartago, quando a mártir Víbia Perpétua, lançada ao ar por um touro feroz, caiu novamente na arena, seu primeiro cuidado e primeiro gesto foram o de arrumar a sua túnica, que se havia rasgado por um lado, para tratar de cobrir-se, mais atenta ao pudor do que à dor...” [3]
            A virtude do pudor se constitui, assim, uma guardiã vigilante da castidade perfeita de qualquer cristão..., e se a higiene pessoal responde a imperativos físicos, e a boa presença (que serve à moda no vestir) põe em manifesto todo um conjunto de razões psicológicas e estéticas, sempre o pudor terá primazia sobre estas exigências, porque somente ele é de ordem espiritual.
            Todo católico, através do Batismo, foi elevado à condição de filho de Deus, e seu corpo se constitui em “templo do Espírito Santo”. Daí decorre que tudo o que venha a empanar a sua pureza constituirá num atentado àquela condição e a esta dignidade de seu corpo.
            Além disso, a desordem deixada na natureza por causa do pecado original, impõe um cuidado especial na forma de vestir, e que, sem deixar de lado os progressos da moda, sempre deve ser respeitada de modo absoluto: “não se deve jamais proporcionar uma ocasião próxima de pecar[4], e por isso Pio XII advertia com uma pergunta, a respeito da moda indecente, desonesta: “Não existe uma moda que, ante os nossos olhos, se manifesta audaciosa e maldosa para uma jovem cristianamente educada...? Trajes tão exíguos que mais parecem feitos para pôr em relevo aquilo que deveriam velar...”.[5]
            Em relação a esse tema é necessário repetir o que já afirmava São Paulo: “os que temos por mais vis membros, a estes cobrimos com mais decoro..., porque os que em nós são mais honestos não têm necessidade de nada”[6], do que se conclui que, segundo a doutrina e a prática dos teólogos[7], há uma distinção entre as distintas partes do corpo:
a)      Partes honestas: aquelas que de acordo com um sadio costume, sem ofender o pudor, se expõem ao olhar de todos (o rosto, as mãos, os pés).
b)      Partes menos honestas: as que, segundo o uso recebido e o sadio costume, costumam se cobrir (as pernas, o peito, parte dos braços, o pescoço, as costas).
c)      Partes desonestas (ou torpes): as que em todas as nações cultas, por pudor natural, sempre se cobrem (são os órgãos genitais e as partes próximas a eles). [8]
Baseado nessas premissas, de modo geral se deve dizer que “é moralmente lícito para o homem, a mulher e as crianças, banhar-se tanto no mar, como no rio e inclusive nas piscinas...”
Contudo, a tal princípio devem ser incluídos outros que preservem dos riscos que o mesmo implica e que correspondam às suas circunstâncias: “em nome da higiene, da saúde ou do necessário lazer – dizia numa Pastoral sempre atual, o Bispo de Cádiz-Ceuta – tomem sem problemas seu banho de mar, homens, mulheres e crianças. Porém, o façam com a separação conveniente, as necessárias precauções e as devidas cautelas. O uso dos banhos mistos deve ser vedado para qualquer pessoa cristã.[9]
Sem prejuízo de algumas explicitações que damos mais abaixo, transcrevemos, acerca destas “precauções e cautelas”, as diretivas de outra pastoral, dada pelo Arcebispo de Valladolid, no dia 8 de julho de 1950, também de perene vigência: “... que todos os nossos fiéis saibam: 1) Que todas as roupas de banho devem sempre ser honestas, e que o maiô [10]certamente não o é. 2) Que todos aqueles que nas praias ou fora delas exibem a nudez provocativa pecam com um duplo pecado de imodéstia e de escândalo. E é sabido o que a respeito do escandaloso disse Jesus Cristo: “Mais valeria que se lhe colocasse uma pedra de moinho ao pescoço e lhe atirassem no fundo do mar”. Tão forte é a sentença que, sobre os escandalosos, formulou o Mestre divino. 3) Que as praias em que se banham promiscuamente, homens e mulheres, e a nudez é provocativa, constituem de si ocasião de pecado grave para aqueles que a freqüentam. 4) Que nas praias deve haver completa separação de sexo para aqueles que estejam em traje de banho. Se esta separação não existe, ninguém pode estranhar que homens e mulheres sejam mutuamente objeto de tentação e de perigo para a limpeza de suas almas. 5) Que é muito doloroso e lamentável que as pessoas que nas praias se distinguem por sua imodéstia não sejam somente as mundanas, livres e atrevidas ou duvidosas, mas também outras dadas, exteriormente ao menos, à piedade, e às vezes as que comungam com freqüência e têm seu nome ligado às instituições beneficentes ou piedosas.” [11]
E a razão é que o nudismo e a excessiva liberdade usada em tais lugares constituem uma ocasião voluntária de pecado grave ao qual ninguém tem o direito de se expor sem cair em pecado... Além disso, não se pode pensar que tal perigo diminui com o hábito, segundo o axioma que diz ab assuetis nulla fit passio, porque no homem, especialmente nos jovens, o espetáculo contínuo de praias e/ou piscinas, ainda que proximamente não suscite por acaso os baixos estímulos maldosos, enfraquece sempre o pudor natural e faz com que um se permita, com facilidade, muitas pequenas faltas. Assim, as paixões não diminuem, e sim aumentam em tais lugares, onde ao relaxamento físico se une o relaxamento espiritual. Por isso, com muita razão o Papa Pio XII advertia: “Não se iludam em crer que suas almas são insensíveis às tentações, invencíveis aos atrativos e aos perigos. É verdade que o hábito contínuo costuma fazer com que o espírito esteja menos submetido a tais impressões...; mas imaginar que todas as almas, tão inclinadas ao sentimento, podem tornar-se insensíveis aos incentivos que assaltam a imaginação, que, cercados com os atrativos do prazer, atraem e prendem a si mesmos a atenção, seria supor ou estimar que se possa diminuir ou fazer cessar a maligna cumplicidade que aquelas insidiosas instigações encontram nos instintos da natureza humana decaída e desordenada.” [12]
O Episcopado argentino, preocupado também pela onda de imoralidade nestes temas, ditou em junho de 1933, um Decreto que em sua parte pertinente diz:
“Considerando com grande dor de nossas almas os gravíssimos danos espirituais que leva ao povo cristão a difusão da imoralidade pública em todas as suas manifestações; e tendo presente as instruções e decretos emanados da Santa Sé durante estes últimos anos; além disso, querendo estabelecer em alguns pontos normas práticas e concretas, que sirvam tanto aos fiéis como aos diretores de almas para ajustar os costumes externos de uma vida verdadeiramente cristã:
Os Bispos, reunidos para velar pelo bem das almas que Nos foram destinadas, estabelecemos que não são conformes com a conduta cristã:
1) “Nem a promiscuidade simultânea de sexos nas piscinas públicas de natação e em certas diversões em que o traje é completamente inadequado para estar fora da água...” [13]
Neste contexto, podemos dizer, então, que:
Os banhos tomados com pessoas do mesmo sexo serão lícitos desde que se utilizem as regras de decência e dignidade nos modos, postura, trajes, etc.
Não se pode aceitar qualquer tipo de traje de banho senão: 1) somente aquele que seja honesto conforme às partes do corpo que devam ser cobertas. 2) De tal tecido e cor que evite o aderir-se ao corpo, mostrando, insinuando ou transparecendo o que não se deve mostrar. 3) Que, atendidas as circunstâncias do ambiente e das pessoas que os usam não sejam escandalosos e/ou provocativos para os demais.
Na praia ou fora da piscina deve-se permanecer sempre coberto. Se alguém deseja tomar banho de sol, deverá se afastar das pessoas do sexo oposto, e de maneira que se proteja completamente da curiosidade ou ocasião de pecado... [14]
Não é lícito a um católico ir a piscinas públicas, por causa da aglomeração de pessoas, menor espaço físico, frivolidade, leviandade e liberdade excessiva que o ambiente favorece.
Para o banho nas piscinas privadas, deve-se respeitar sempre a separação dos sexos, e em casas de família, entre os irmãos, pode ser lícita a não separação dos sexos na infância, sempre tomando cuidado dos perigos de pecado nos jogos mistos.
De maneira particular, deve acrescentar-se que não estão livres do pecado (inclusive mortal) os que: a) procuram em tais ações ou ocasiões um fim desonesto; b) prevêem (ou devendo ter previsto, não o fizeram) que sua atitude pode provocar escândalo; c) com sua atitude foram ocasião de violação de outras obrigações (de pai, de mãe, de sacerdote, etc.); d) vendo que tais banhos são ocasião de pecado, não desistem deles; já que se por razões pessoais (temperamento, fraquezas, ...) tais lugares ou situações se constituem em ocasião de pecado voluntário, há obrigação absoluta que se renuncie a eles.
Nem a moda, nem a higiene ou a comodidade, nem o pensar que o comportamento, posturas, modos ou vestido não causam nenhum dano aos outros, não pode ser a última norma de conduta. Para tais argumentos respondia Pio XII com estas sábias e prudentes palavras: “a moda não é nem pode ser a regra suprema de nossa conduta; acima dela e de suas exigências existem leis mais altas e imperiosas, princípios superiores e imutáveis, que em nenhum caso podem ser sacrificados por causa do prazer ou do capricho... Caso se torne um perigo grave e próximo para a salvação da alma, não é, certamente, higiênica para seu espírito, e é seu dever renunciar. E se, por um simples prazer pessoal ninguém tem direito de pôr em perigo a vida pessoal do outro, não será ainda menos lícito comprometer a salvação da alma? Que sabem eles sobre a impressão que causam nos outros? Quem garante que os outros não sofrem incitações perversas? Não conhecem bem a fundo a fragilidade humana nem a forma como sangram as feridas produzidas na natureza pelo pecado de Adão, com a ignorância na inteligência, a malícia na vontade, com avidez de prazer e com fraqueza diante do bem aparente que nasce nas paixões dos sentidos...”[15]
Em resumo, um bom católico não discute sobre o limite do que é permitido e do que é proibido; deve ter a sua norma de conduta orientada pela sua fé. Deve deixar que todo o seu exterior transpareça a vida divina que leva na sua alma, e, portanto, no tema particular que nos ocupa, está obrigado a: 1) recusar sempre usar adornos que sejam desonestos ou pouco honestos; 2) vestir apenas o que, sem cair no ridículo, expresse a reserva e a delicadeza própria de toda pessoa virtuosa; 3) abster-se de ir a lugares onde se ponham em perigo a virtude, a vida honesta, e a bondade dos costumes...; 4) e, sobretudo, acima do sentimento do pudor natural e quase inconsciente, deve cultivar de forma cuidadosa, conscientemente, em todo tempo e lugar, a virtude cristã do pudor e da modéstia.

A.M.D.G.

Algumas reflexões sobre modéstia

Por Um indigno filho de Maria

     Por respeito à igreja, que é a casa de Deus, lembro às senhoras e moças que, observando a modéstia cristã, não entrem nas igrejas de calças compridas, saias acima do joelho, muito justas, transparentes ou decotadas.E nem de mini-blusa ou blusa sem manga.Já para os homens, convêm também lembrar que não entrem nas igrejas com shorts, bermudas e camisetas sem manga (“Cavada”).
     Devo também lembrar que convém às mulheres terem a cabeça coberta dentro da igreja, conforme a palavra de São Paulo Apóstolo: “Por acaso é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu? (I Cor 11,13).
     Também disse São Paulo Apóstolo:
É impróprio para uma mulher falar na assembléia (I Cor 14,35)”.”A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão.Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio (I Tm 2,11-12)”
     “As meninas e senhoras que se apresentarem imodestamente vestidas, sejam afastadas da Sagrada Comunhão e não admitidas a servir de madrinhas nos Sacramentos de Batismo e da Confirmação, e sendo caso disso impeça-se-lhes a entrada no templo“. (Instrução da Sagrada Congregação do Concílio contra a imoralidade das modas femininas 12/01/1930).
     Observai as religiosas, vejam como elas se vestem, guardando a modéstia cristã.
São Cipriano de Cartago , falando das mulheres do mundo, diz: “As que andam ornadas com colares de ouro e de pérolas, perdem todos os atavios da alma.”(De Disc. et Hab. Virg.)
     Dizia Santo Afonso Maria de Ligório citando São Gregório Nazianzeno: “O ornamento das mulheres virtuosas deve consistir em levar uma vida irrepreensível, entreter-se muitas vezes com Deus na oração, ser assídua e aplicada ao trabalho para fugir da ociosidade, resguardar os olhos e refrear a língua com a modéstia e o silêncio“.
     Disse São Paulo Apóstolo:
     “Quero que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em primorosos penteados, ouro, pérolas, vestidos de luxo, e sim em boas obras, como convém a mulheres que professam a piedade” (I Tm 2,9-10)
     “Pois o primeiro a ser criado foi Adão, depois Eva.E não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher que, enganada, se tornou culpada de transgressão.Contudo, ela poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade” (I Tm 2,13-15)
     O modelo que as mulheres devem inspirar para as suas vidas é a SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA!Ela é o modelo que inspirou as santas da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a observarem a modéstia!!!
     E eis o que diz as Sagradas Escrituras sobre as mulheres que guardam a modéstia:
“Não te afastes da mulher sensata e virtuosa(…); pois a graça de sua modéstia vale mais do que o ouro (Eclo 7,21)
     “A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, e seu bom comportamento revigora os ossos.É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada.A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta” (Eclo 26,16-20)
Termino com as falas da Beata Jacinta Marto (11/03/1910 – 20/02/1920):
“Os pecados que levam mais almas para o inferno são os pecados da carne.Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor.As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda.A Igreja não tem modas.Nosso Senhor é sempre o mesmo” (As aparições e a mensagem de Fátima conforme os manuscritos da Irmã Lúcia, pg 66)
Obs: “Todos os negritos e grifos, são meus!”

A Batalha pelo corpo

Por Lauren Lawrence

      Se o dinheiro é o sangue que alimenta a mídia, a indústria da propaganda é o coração. A pessoa normal no mundo ocidental está exposta a mais de 2 mil propagandas por dia. As pessoas que produzem esses comerciais querem sua atenção, e sabem como conseguir. Sabem que nós vamos prestar mais atenção a um comercial que tenha um corpo “bonito” do que no comercial que tenha... apenas merchandising. A pessoa no comercial pode ser qualquer uma; ela normalmente é uma modelo com altura padrão, e pelo menos 25% abaixo de seu peso normal.

      A mídia não está apenas usando “ELA” para vender produtos, está usando “ELA” (a falsa personificação da feminilidade, profissionalmente “photoshopada”, maquiada e perigosamente abaixo do peso) para nos vender mentiras das horríveis profundezas do inferno. Ela não passa de um corpo, um objeto cuja identidade depende da letra na etiqueta do sutiã, ou dos números de seu manequim. Se ela quiser valer alguma coisa, tem que ser simplesmente como “ELA”, ela tem que entregar a eles quilos de peso, até ficar do jeito daquela modelo super-magra daquela capa de revista, ela tem que entrar no que eu chamo de “batalha pelo corpo”. É como uma guerra civil, mas a nível pessoal. A “batalha pelo corpo” não é um conflito entre países; é uma verdadeira luta contra si mesma, contra o próprio corpo.

      As mulheres não são as únicas que estão lutando pelo perfil esbelto. Em um estudo feito pelo “National Institute for Media and the Family”, crianças de 10 anos de idade relataram aos pesquisadores que estavam insatisfeitas com seus corpos depois de ouvir um vídeo musical da Britney Spears, ou um clip do programa de TV “Friends”. Isso foi há 15 anos atrás, quando as modelos eram apenas 8% mais magras do que o peso normal. As crianças hoje em dia “digerem” mais mídia do que as crianças de 1996. Talvez seja por isso, em parte, que desordens alimentares, como a bulimia e a anorexia, afetam crianças de até 8 anos de idade. Ou talvez seja por isso que 78% das garotas de 17 anos estão preocupadas com o seu peso, e mais de metade das garotas em idade colegial estão em dieta ou já tentaram dietas para perder peso.

      Embora a dieta seja importante para um bom número de assuntos relacionados à saúde, eu tenho uma constante sensação de que o faturamento de mais de 500 bilhões de dólares que a indústria de perda de peso vai ganhar no mundo todo em 2014 NÃO é o resultado de ordens médicas, mas sim a consequência de nosso desejo imutável em ser mais do que um “corpinho qualquer”.

      Garotas, nós podemos perder peso até Jesus voltar na Glória, mas nunca iremos ficar iguais a “ELA”, por um grande número de razões naturais. Além do mais, ficar igual a “ELA” apenas resolveria os sintomas acarretados pelas condições erradas. Não nos falta beleza, nem dignidade, nem valor. Apenas vivemos em sociedades dominadas pela mídia, cheias de “olhos que não vêem” a dignidade, a beleza e o valor da pessoa (Ex.: pornografia, tráfico humano, eutanásia, aborto etc.).

     Será que perdemos de vista nosso próprio valor? Será que projetamos nosso valor com base “NELA”, a hoje (computadorizada) imagem idolatrada? “Ela” não passa do velho rosto da mídia, um instrumento usado para nos convencer a comprar isso ou a fazer aquilo a fim de obter ou ser aquilo que você já é e já tem... não deixe que “ELA” ou as pessoas gravemente influenciadas por “ELA” enganem você.
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Lauren Lawrence nasceu em uma família protestante, e teve que se explicar muito quando seu desejo pelos sacramentos a levaram a se converter ao Catolicismo. Agora Lauren continua aprendendo e literalmente compartilhando isso com o mundo: "O que o amor de Deus tem a ver com isso?!"
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Traduzido de: http://www.whodoesithurt.com/lauren-lawrence/332-lauren-lawrence
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Nota : Eu coloquei o vídeo abaixo, por ter a ver com o post. Apesar de ter sido feito por uma empresa de cosméticos, não temos nenhuma intenção mercadológica aqui, obviamente.


Arma contra a impureza :A devoção a Santíssima Virgem

domingo, 24 de abril de 2011


    Maria é a "padroeira titular da pureza". Ela não é somente Virgem, é a Santa Virgem, a Virgem das Virgens, a Imaculada. Quando as ladainhas enumeram as jóias de Sua coroa mística, insistem em fazer brilhar, uma por uma, as pérolas da Sua pureza.

Mãe puríssima...
Mãe castíssima...
Mãe inviolada...
Mãe isenta de corrupção...
Rainha dos Anjos...
Rainha das Virgens...
Rainha concebida sem pecado...

   É a Torre de marfim: o marfim é um corpo puro e branco.Ela é, ó jovem que travas o duro "combate da pureza", a torre de fortaleza donde pendem mil escudos, os escudos dos valentes...

Manchaste a tua alma?
Diz a Santa Virgem:

Estrela da manhã, rogai por nós!
Saúde dos enfermos, rogai por nós!
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.

     Que de jovens se livraram das torpezas do vício pela devoção a Maria!

     O Pe.Van Volckxsom, no seu mês de Maria (dia 24), traz um exemplo tomado do Pe. Cros:

     "Um jovem de ilustre linhagem veio, após longas viagens, ter a Roma. Tendo ouvido um sermão do Pe. Zucchi, resolveu apresentar-se ao missionário e lhe expôs o triste estado de sua alma. Contraíra hábitos os mais viciosos e declarou-lhe que, não obstante a vontade de mudar de vida, não tinha coragem e força suficientes para quebrar com seus hábitos. Será isto obra da graça, tornou-lhe o Padre: vinde ter comigo sempre que recaírdes nessas culpas, por mais vergonhosas que sejam, receber-vos-ei com muito prazer.

   ... Um dia, porém, que o infeliz acusava as mesmas culpas falou-lhe o Padre assim: Meu filho, para a salvação de vossa alma, quero dar-vos a Santissima Virgem por Soberana e Mãe. Se aceitardes e vos mostrardes Seu servidor e Seu filho, tenho confiança que Ela vos dará os auxílios necessários para vos libertardes do demônio.

     Como penhor de que aceitais, eis o que só vos peço: de manhã ao levantar, rezai uma Ave-Maria em louvor de Sua virgindade sem manchas, e direis em seguida: Ó minha Soberana Senhora, ó minha Mãe, ofereço-me todo a Vós e para provar-Vos a minha dedicação, consagro-Vos hoje meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser. E como sou Vosso, ó minha boa Mãe, guardai-me, defendei-me como coisa Vossa.

     Repetires a mesma oração a noite, e beijareis três vezes o chão. E se, durante o dia ou a noite, o demônio vostentar, dizei logo: Ó minha Soberana Senhora, ó minha Mãe, lembrai-vos que sou Vosso, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade Vossa.

     O jovem encantado por encontrar à seus males um remédio assim tão fácil, prometeu tudo ao Padre, e, na mesma noite, dava começo à sua promessa. Alguns dias depois a sua família deixava Roma: ele teve de acompanhá-la. Antes porém, de partir, veio receber a bênção do missionário e renovar-lhe a promessa.

     Quatro anos depois, voltava a Roma: foi então procurar o Pe. Zucchi e se confessou com ele. Parecia-me, disse o padre, narrando o fato, ouvir a confissão de um santo. Admirado por tão maravilhosa mudança, perguntei-lhe como se havia operado tal prodígio! - Meu pai, disse-me, devo a minha conversão a pequena oração que me ensinastes. Rezei-a todos os dias, de manhã e a noite, e quando a tentação me assaltava, recorria a proteção de Maria, como me aconselhastes e, graças a tão boa Mãe, não recaí mais".

(Excertos do livro: A grande guerra do Pe. Hoornaert)


Pureza Interior

sábado, 23 de abril de 2011

Nossa Senhora Menina

     A pureza da alma das crianças deve ser cuidada pela mãe com especialíssima dedicação, porque a pureza e a delicadeza interior são pressupostos do verdadeiro caráter. A pureza da alma infantil é como o cristal e basta um só hálito para a embaciar. A mãe nunca pensa que o filho é ainda muito novo e que ainda não compreende. Por isso põe especial atenção nos jogos das crianças, e procura evitar os excitantes da sensibilidade do filho e tudo quanto possa fazê-lo mole e sonhador.

     Certas bebidas e comidas, a solidão, o excessivo comodismo nas posições, etc., são prejudiciais. Na mesma ordem de idéias é preciso pôr em relevo, com insistência, esse fato do problema habitacional, que obriga a deitar as crianças na mesma cama. Deve ser evitado sempre que for possível.

     Os pedagogos constataram o fato de que sessenta por cento das crianças atravessam, dos três para os seis anos de idade, uma grave crise moral. Pode acontecer que nesses anos da infância estejam a faltar, à sua maneira, contra o sexto mandamento sem que os pais tenham a menor suspeita. O abraçar e beijar demasiado as crianças nem sempre é conveniente e um bocado de aspereza não faz mal nenhum.

     Oxalá todas as mães tenham o dom de educar os seus filhos na mais rigorosa moralidade e na mais delicada pureza!

(A Mãe - Cardeal Mindszenty)

O valor do pudor



(Foto: São Luiz Gonzaga) 

     Talvez venham a zombar da tua atitude reservada, por não te sentires à vontade no meio de conversas estercorosas e de corares logo que ouvires uma palavra imprópria. Meu filho, orgulha-te disso! Orgulha-te de poderes corar!

     O pudor em nós não é "criancice", "ingenuidade", "hipocrisia" - como eles dizem, - senão um ato de valor incalculável, uma arma recebida da natureza, que defende, quase sem que o percebamos, a parte mais nobre da nossa pessoa contra os maus pensamentos. Para o jovem o pudor, que defende quase instintivamente contra a impureza a sua alma delicada, é precioso tesouro.

     É um poderoso dique contra as ondas da imoralidade, que todos os lados rebentam contra a nossa alma... Lembra-te desta bela máxima de Santo Agostinho:

     "Não odeies os homens por causa dos seus erros e das suas faltas, mas não estimes as faltas e os erros por amor dos homens".

     É covarde quem não sabe tolerar, contra as suas convicções, algumas contrariedades. Outrora débeis crianças, sem dizerem palavra e por amor de Cristo, se deixaram despedaçar por animais ferozes. Aos quatorze anos São Vito sorria ao mergulharem-no em azeite fervente - por amor de Cristo; e aos treze anos São Pelágio suportava que durante seis horas lhe arrancassem os membros, um após outro, - também por amor de Cristo.

     As zombarias e chalaças de teus companheiros imundos compreendem-se muito bem. A tua presença é molesta aos que se esponjam no esterquilínio. E como olham esses salafrários com tanta raiva para quem não quer deitar-se junto com eles no muladar! A rã, ainda que esteja sentada num tronco, salta sempre para o charco, pois só ali é que se sente à vontade.

     Talvez conheças esta velha máxima: Sunt, a quibus vituperari laudari est: há certas censuras que para nós são o maior louvor. E podes crer que, se o asno injuria a rosa, é porque esta não usa ferraduras.

     Sempre me admirei muito de que se desse importância ao julgamento dessas almas desviadas. Creio saberes que em Pisa, na Itália, a torre da catedral é inclinada. Ora, se essa torre inclinada pudesse pensar, certamente desprezaria todas as outras torres do mundo: "É admirável que, de todas as torres, seja eu a única em boa posição!"

     Não ouviste falar no que aconteceu a uma aldeiazinha oculta na montanha, onde todos os habitantes eram papudos em razão da água e da vida que levavam? Certo dia, alguns turistas passaram por ali. Apresentavam ótima saúde; entretanto, os papudos correram atrás deles, fazendo grande alarido, rindo e chocarreando: "Vede só!... Homens que não têm papo!"

    Em todas as lutas fortifica em ti esta santa resolução: Quem não quer perder o seu caráter e a dignidade da sua pessoa, tornando-se escravo dos instintos, não deve entregar-se aos prazeres proibidos. Quem dá importância ao caráter e quer desenvolver harmoniosamente a sua personalidade, cumpre que vele, como se se tratasse de um tesouro, pela sua integridade física e moral, até ao sacramento do matrimônio (e também depois), que Deus instituiu para ele.

     "É valente quem vence um leão - escreve Helder, - é valente quem submete o mundo; porém mais valente ainda é aquele que se vence a si próprio".

     O teu bigode cresce por si mesmo, as tuas pernas por si mesmas se tornam mais compridas, mas o verdadeiro caráter viril não se desenvolve por si próprio. Assim, também, deves lutar e arrancar todos os dias um pedaço à tua fraqueza inata, mediante séria abnegação e trabalho verdadeiramente consciente.

(O brilho da mocidade, por Dom Tihamér Tóth)

PS: Grifos meus.

Castidade



Habitua-te a rezar, de manhã, ao levantares,
três Ave-Marias em honra da pureza imaculada da SS. Virgem 
e faze o mesmo de noite, ao te acomodares

     Quanto à santa pureza, nunca tenhas em conta de demasiada toda e qualquer precaução. "O sábio teme e foge diz a Sagrada Escritura; só o louco confia em si mesmo e sucumbe" (Prov. 14,16). Quem se expõe voluntariamente à ocasião de pecado, dificilmente se preservará da queda. Evita, por isso, toda a familiaridade com pessoas de outro sexo, por mais piedosas que sejam elas, pois o demônio sabe prender entre si as pessoas piedosas por uma certa inclinação natural, que é contrária à pureza do coração; ele não as incita ao princípio a grandes pecados, mas condu-las, se elas não se acautela, pouco a pouco, à beira do abismo.

     Por isso, logo que notares qualquer inclinação desregradas no teu coração, procura sufocá-la imediatamente, porque, se a deixares crescer, será mais tarde, dificílimo arrancá-la e destruí-la.

     Guarda cuidadosamente tuas vistas, para que não sejas obrigado a exclamar, um dia, chorando e suspirando: "Meus olhos perderam minha alma" (Lam 3,51).

     No falar observa a maior modéstia, e se tiveres de ouvir conversas incovenientes, foge quanto antes e, se isso não te for possível, segue o conselho do Espírito Santo: "Circunda teus ouvidos de espinhos e não queiras ouvir a língua perversa". (Ecli 28,28). Corrige aquele que entrevém tais conversas ou, ao menos, dá mostras de que uma tal conversa te desagrada.

     Procura repelir de teu coração todos os pensamentos desonestos logo que os perceberes. Não entres em questão alguma com o demônio, mas arma-te imediatamente com a oração. A experiência ensina que aquele que recorre a Deus nas tentações não cai, no passo que consente no pecado quem então deixa de rezar. Por isso, logo que fores atacado por uma tentação impura, invoca os santos nomes de Jesus e Maria; esses nomes têm o poder de afugentar o inimigo e apagar o fogo da impureza.

     Se a tentação perdura, não te perturbes por isso. Entrega-te então com toda a humildade à vontade de Deus, que permite essa provação, e dize: Senhor, por meus pecados mereço ser molestado por tentações tão horrorosas; a Vós compete, porém, auxiliar-me. Renova o propósito de antes morrer que ofender a Deus; persigna-te repetidas vezes com o sinal da Santa Cruz e toma a água benta; recebe os santos sacramentos, ajoelha-te aos pés de teu crucifixo ou de uma imagem de SS. Virgem e pede e suplica até que venha o auxílio.

     Habitua-te a rezar, de manhã, ao levantares, três Ave-Marias em honra da pureza imaculada da SS. Virgem e faze o mesmo de noite, ao te acomodares.

(Escola da Perfeição Cristã para seculares e religiosos, obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, vertida para o português segundo a edição alemã do Pe. Paulo Leick pelo Pe. José Lopes, edição de 1955)

Modéstia dos olhares

      "Quase todas as paixões, que fazem guerra ao nosso espírito têm origem nos olhos mal guardados, porque é a vista dos objetos exteriores que excita, a maior parte das vezes, os afetos desordenados". (Santo Afonso Maria de Ligório) "O pensamento nasce do olhar, o desejo, do pensamento; depois, ao desejo sucede o consentimento". (Santo Agostinho). Eva só cai, depois de ter olhado, com demasiada atenção, para o fruto proibido; parece-lhe bonito e bom; pega nele e perde-se. "O demônio precisa apenas dos nossos primeiros avanços" (São Jerônimo); "basta começarmos por lhe entreabrir a porta, ele saberá por si abri-la completamente. Um olhar bem consentido transformar-se-á numa faúlha do inferno que fará perecer a alma" (Santo Afonso Maria de Ligório). Por esse motivo, o Ven. César de Bus, depois de ter cegado, exclamava: "Perdi os meus dois maiores inimigos".

"Nosso Senhor foi o primeiro a ensinar-nos esta modéstia dos olhos: se o Evangelho observa por vezes que Ele ergueu os olhos para olhar os Seus discípulos (S.Lucas, VI, 20), é para dar a entender que Ele os conservava ordinariamente baixos" (Santo Afonso Maria de Ligório). Por isso o Apóstolo chama a atenção dos seus cristãos "para a doçura e modéstia de Jesus Cristo" (Cor., II,1). A exemplo d'Ele, os santos são tão reservados que, para se livrarem de olhar para qualquer objeto perigoso, conservam os olhos postos no chão e privam-se até, muitas vezes, de ver os objetos mais inocentes.

São Bernardo não conhecia as janelas da sua igreja; São Pedro de Alcântara nunca via os seus irmãos; São Luís Gonzaga nunca fitava o rosto da mãe. Santa Clara censurou-se asperamente a si próprias porque um dia, ao erguer os olhos para ver a hóstia consagrada, olhara involuntariamente para o sacerdote.

"Por aqui se vê quão temerárias e loucas são aquelas religiosas que, sem serem Santas Claras, querem todavia olhar para os pátios, para os locutórios, para a Igreja, para tudo enfim que se oferece à sua curiosidade, até mesmo para as pessoas de um outro sexo, e querem ser isentas de tentações e do perigo de pecar". (Santo Afonso Maria de Ligório).

São Bento, São Jerônimo e muitos outros deviam as suas terríveis lutas à recordação de pessoas que tinham visto demasiadamente.

Todavia "o que mais prejudica não é tanto a vista como o olhar refletido, com os olhos fixos e a discernir em demasia" (São Francisco de Sales); "se, por acaso, os nossos olhos deslizarem para qualquer pessoa, não os detenhamos em nenhuma". (Santo Agostinho)

Esses olhares de pormenor e de análise sobre "a enganadora e frágil beleza dos corpos" (Bossuet), são sempre prejudiciais; "quando mesmo se repelissem os maus pensamentos que o olhar faz nascer e que lançam ordinariamente a perturbação no espírito, ficaria sempre alguma sombra na alma" (São Gregório). Ou ela olhe ou se olhe ou se exponha a ser olhada, a virgem deve lembrar-se de que "os olhos são os primeiros ladrões da castidade e os primeiros solicitadores da impureza". (Pe. Saint Jure)

"Felizes pois as virgens sagradas que não querem ser o espetáculo do mundo e que desejariam ocultar-se a si próprias sob o véu sagrado que as envolve" (Bossuet). O B.Ange d'Acri cegou; Deus abria-lhe misericordiosamente os olhos para ele poder celebrar a Santa Missa e recitar o Ofício; depois fechava-lhos. Assim, abramos os nossos olhos para vermos a hóstia santa e cumprirmos os nossos deveres de estado; depois fechemo-los, guardemos este "selo sagrado que o esposo colocou na nossa face, para que não aceitemos outro amor". (Oficio de Santa Inês)
Afetos. - "Meu Deus, eu tenho às vezes terrores, quando examino o conjunto da minha vida e me detenho nos pormenores. Tudo me espanta na minha alma, tudo me espanta no uso que fiz do meu corpo. Os meus pés não me levaram nas boas obras. A vista, o ouvido, o olfato, a língua, tudo Vos ofendeu, Meu Deus, tirai-me da vaidade e reconduzi-me a uma vida angélica". (Atribuído a são Bernardo)
Exame. - Tenho eu grande cuidado com a modéstia exterior; imagem da ordem interior? - O meu porte é digno, austero, religioso? - Sou, só com Deus, tão respeitosa, como na presença das minhas superioras? - Não há nada de relaxado ou de afetado na minha pessoa? - Como guardo os meus olhos naquilo que me diz respeito? relativamente às pessoas que vejo habitualmente? - nas igrejas, nas ruas, nas viagens?

Resolução.
Ramalhete espiritual. - "As virgens do Senhor deve ser irrepreensível no seu porte, na maneira de andar, no olhar e nas palavras". (Santo Agostinho)
(Ensaio sobre a castidade, pelo Pe. F. Maucourant, edições Paulistas, ano de 1959, com imprimatur)

PS: Grifos meus.
Fonte:http://a-grande-guerra.blogspot.com/

Modéstia no Porte

  "A modéstia, como a castidade, está ligada à virtude cardeal da temperança" (Santo Tomás). "Ela aplica o compasso e a régua a todos os membros, a todos os sentidos, a todos os movimentos corporais" (P.Saint-Jure). Vê-se facilmente o que a modéstia é para a virgindade, se repararmos naquelas palavras de um grande santo: "Que tudo seja virgem na virgem, a vista, o ouvido, o gosto, o tato, o olfato e cada um dos seus movimentos" (Santo Antoninho). Para continuarmos o exercício da vigilância, estudemos: - a modéstia no porte; - a modéstia nos olhares.

I- A modéstia no porte

     "A modéstia é uma virtude que, pelo respeito devido à presença de Deus, para edificação do próximo e por um sentimento de dignidade pessoal, regula com decoro todo o exterior do homem: a sua conduta, olhar, o gesto, as palavras, as diligências; ela ordena e compõe tudo conformemente à idade, à condição, sem afetação nem singularidade; é o reflexo, senão da santidade, pelo menos da probidade e da decência que devem existir interiormente". (Pe Valuy)

     "A modéstia serve de égide à castidade, afastando as ocasiões e os perigos. Sem a modéstia, uma religiosa expõe-se a comprometer a sua vocação e a escandalizar o próximo. Pelo contrário, uma religiosa modesta afasta os inimigos da sua salvação, mantém em respeito todas as pessoas que a rodeiam, e inspira, sem as procurar, grande estima por si e uma grande concepção sobre o estado religioso". (R.P.Meynard) A modéstia faz do nosso corpo "a guarda e como que a custódia de um Deus; guarda e mostra Deus no nosso corpo" (Pe. de Pontevoy)

     A fisionomia desta virtude reflete-se primeiro no conjunto das atitudes. Os santos advertem-nos de que nunca devemos familiarizar-nos e que nos portemos com temor e dignidade, quando estamos sob o único olhar de Deus; "a virgem não receia senão a si própria" (Tertuliano). Enquanto que a austeridade é a guardiã da castidade, uma conduta mole provoca naturalmente as revoltas sensuais; "há atitudes de corpo que enervam e fazem perder a razão mais depressa do que o vinho" (Santo Ambrósio). Como nos portamos? Escutai: "Só, ao levantar, ao deitar, no estudo, na maneira de caminhar e de nos sentarmos, nas mínimas atitudes em que se emancipa muitas vezes aquele que está ao abrigo de todo o olhar", São Francisco de Sales nunca se dispensa "das mínimas regras do decoro; sozinha como se estivesse acompanhada; em companhia como se estivesse sozinha". (Mons. Camus)

     É que os santos começam por regular o seu interior. Se as lembranças perigosas, os desvios da imaginação, os desejos sensuais, os afetos demasiado sensíveis não forem mantidos em respeito, os sentidos, um momento contidos, recuperam imediatamente a sua liberdade.

     Os que estabeleceram "a sua morada na paz" (Salmo LXXV, 3), governam tanto mais facilmente o seu exterior. O santo de Genebra "conservava sempre a cabeça erguida, evitando igualmente a ligeireza que a faz voltar-se para todos os lados, a negligência altiva e empertigada que a inclina para trás; todo o seu porte era nobre e santo, majestoso sem pretensão, natural sem moleza nem desleixo; nunca tinha uma maneira de estar ou de proceder que não estivesse em ordem; ou que se pudesse dizer inspirado pelo amor das suas comodidades". (M. Hamon)

     Eis um modelo; comparemo-lo com o nosso porte. Como pormenores, pode acrescentar-se que "a modéstia ordena um caminhar grave, nem demasiado lento nem demasiado precipitado" (São Basílio); "ela proíbe que nos sentemos de maneira descuidada ou que cruzemos os pés" (Santo Afonso Maria de Ligório); finalmente proíbe toda a negligência ou liberdade desordenada. Em toda a parte e sempre "devemos ser decorosos e reservados: em casa, pelo respeito devido aos nossos irmãos; na rua, pelo respeito aos transeuntes; na solidão, pelo respeito a nós mesmos; em toda a parte, por causa do Verbo que está em toda a parte". (Clemente de Alexandria)

Fonte:www.a-grande-guerra.blogspot.com

Poder da Calça Jeans

quarta-feira, 20 de abril de 2011

     A Lissah, do blog Cantinho da Lissah fez uma postagem tão simples, com poucas palavras e que disse o bastante sobre a calça jeans no corpo feminino.
Reproduzo o post dela abaixo:
     “Finalizadas as provas posso voltar a postar. Tive algumas idéias de postagem, mas ontem ocorreu um fato que quero compartilhar com vocês.
Eu estava lendo o blog A Grande Guerra (http://a-grande-guerra.blogspot.com/2011/04/opcoes-de-saias-para-outono-e-inverno.html), e meu irmão de 24 anos estava ao meu lado conversando comigo, quando ele disse algo que calou fundo em minha mente, foram essas as suas palavras:
“Que saias lindas, e não deixam a mulher sensual. Uma pena que não seja moda, mas você deveria mandar fazer uma para você.”
     Engraçado que ele não conhece o Apostolado, mas como um homem que busca a Deus, ele se sente incomodado com a moda atual, e sente um verdadeiro alívio ao ver mulheres usando saias desse tipo. E para finalizar o meu espanto recebi um email de uma aluna da faculdade, exaltando a mulher objeto, digo, a mulher moderna, e uma frase me chamou atenção:
“Só as mulheres conhecem… o poder de uma calça jeans para radiografar a estrutura do corpo”
     Acredito que depois dessa não seja mais necessário escreverem textos do porquê não se deve usar a calça jeans, pois o objetivo dela é bem óbvio, mostrar a estrutura do corpo.
Fiquem com Deus,
Salve Maria!”

Fuxico

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Salve Maria Imaculada!
Há uns dias atrás eu pensava num modo de customizar roupas para dar uma aparência jovem, então me lembrei que lá pra 2003 muita gente usava fuxico em roupas, bolsas e etc. Fuxico é uma trouxinha de pano feita com restos de panos. É uma boa idéia para customização não só apenas de roupas, mas também de almofadas, colchas, chaveiros, uma infinidade de opções.
     Esse aí foi eu quem fez. Preguei um alfinete atrás e o uso como broche. (Ficou bem rústico, porque foi um dos primeiros que fiz).
     Nesse site ensina-se várias utilidades para o fuxico:

     São Luis Maria Grignion de Montfort ensina no Tratado no artigo 260: "É necessário fazer todas as ações com Maria. [...] É o modelo formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças. É preciso, portanto, que consideremos, em cada ação, o modo como o qual Maria fez ou faria se estivesse no nosso lugar. Para isso devemos examinar e meditar as grandes virtudes que Ela praticou durante a vida. [...] A sua Pureza toda Divina, que não teve nem jamais terá igual sob o Céu."

     Então quando formos nos vestir lembremos de imitar a virtude da Pureza toda Divina da Virgem Maria.


Escrito por:Gislaide Rodrigues da Silva

A Santidade do Matrimônio

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Aqui vão alguns frutos de minhas meditações sobre um Matrimônio segundo Deus...!


Olhemos para a imagem do Matrimonio da Sss.Virgem e São José, exemplo de Matrimônio santo!, os casais todos deveriam em 1º lugar tê-los como modelo para seu casamento!Afinal a Virgem Sss. é exemplo para toda Mulher e Mãe, como São José é exemplo de Homem e Pai!


Quando somos jovens, sonhamos como será nosso casamento! Planejamos tantas coisas: como será o vestido, a decoração, o enxoval, a casinha que teremos [onde seremos felizes para sempre!rs], o nome dos filhos que virão, como será o dia-a-dia...Mas nem tudo é como planejamos! Afinal será como Deus quiser que seja! o que podemos fazer é rezar para fazer da melhor forma possível a Vontade de Deus!! Quem melhor fez a vontade de Deus que Nossa Senhora?! Na submissão amorosa ao esposo, aos Pais...tentemos descobrir como seria o dia-a-dia d'Ela...fazendo os afazeres domésticos, cozinhando, educando Jesus menino, colaborando como podia com seu esposo São José! A virgem não precisou fazer grandes coisas, apenas seu papel de Mãe e Esposa!


*Quando Deus me der meu "José" espero ser para ele como "Maria"! Afinal de contas como escrava não posso ser diferente! mesmo com a modernidade à que somos submetidos certas coisas não podem mudar! Quero saber ser boa esposa, amando meu marido, auxiliando sua caminhada, lado-a-lado com ele pois assim deve ser! quero trazer Paz ao seu coração que tantas vezes estará cansado! e que ele me dê a segurança que tantas vezes vou precisar sentir! Que saibamos honrar nosso compromisso de estar juntos em TODOS os momentos! Que as tribulações que possam vir não nos abalem, que Deus seja nosso sustento e a Virgem nosso amparo!



Quando vierem os filhos que Deus enviar que saibamos educá-los como Jesus Menino foi educado..[no exemplo de seus pais], que a Virgem me dê a Paciência que "ainda" não tenho suficiente!rs. Que nossa presença nunca falte em suas vidas..[pois sei quanto isso afeta a vida de um filho!], que saibamos acolhê-los como o que são: benção de Deus!!! Afinal o propósito do Matrimônio é também continuar a obra criadora de Deus!!!



Enquanto não chega o momento de viver tudo isso, o nosso dever é orar pedindo a Deus e Nossa Senhora que tudo seja providência d'Eles em nossas vidas! Guardemos a virtude da Castidade tão importante na vida dos Cristãos e que tanto tem sido desvirtuada pelo mundo! E venha o dia que seremos sinal de contradição neste mundo que prega a destruição das Familias, que possamos gerar então Famílias Santas para Deus!


Que o que Deus uniu o Homem não separe!


Jesus, Maria e José nossa Família vossa é e será!!!

postado por: Liliane Maria

Músicas e Modéstia

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Salve Maria Imaculada
Encontrei em algumas músicas católicas pequenas referências à Modéstia:

"Preciso guardar meu corpo
Lembrar que ele é Templo Santo do Pai
Preciso ter atitude...."

Baseado em I Cor 3, 16-17.

Rumo ao Altar - Toca de Assis: http://www.youtube.com/watch?v=yS8hcBxrDBo
"Quando entro nesta procissão, não consigo explicar
Entrego o meu coração que somente quer te amar
Como a noiva que caminha rumo ao Altar
E o noivo a te esperar."

Somos noivas que caminham em procissão para encontrarem-se com o noivo, Jesus Eucaristico, então como noivas usemos piedosamente o véu.


Escrito por:Gislaide Rodrigues da Silva

Luto


    Rezemos pelos mortos na tragédia do Realengo, no Rio de Janeiro, onde 12 jovens morreram.

    "Ave Maria cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus, Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém."

    "Dai-lhes Senhor o descanso eterno e pra sempre brilhe sobre eles a vossa luz. Descanse em paz. Amém."



O Plano Original de Deus

sábado, 2 de abril de 2011

                                   
Irmã Lucia de Fátima
Por que Deus vestiu Adão e Eva?
     Quem dera as roupas que as pessoas usam em nossos dias tivessem um toque de modéstia, o respeito pela dignidade humana, exibido por aqueles usados pelas mulheres da aldeia naqueles dias! Será bom para nos lembrar aqui que a Sagrada Escritura tem a dizer sobre este assunto: “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu.” (Gên. 3,21).
     Por que Deus vestiu os dois primeiros seres humanos se, antes disso, eles estavam nus? A própria Escritura nos dá a resposta:“Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” (…) A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si.” 

Despidos da graça

     “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu”. Este texto sagrado nos mostra que Deus cobriu os corpos que se despiram, através do pecado, do vestuário da graça. Por esta razão, todos temos de nos vestir decentemente, modestamente e com dignidade. Aqueles que aparecem vestidos indecentemente são um incentivo ao pecado, e por isso são responsáveis não só por seus próprios pecados, mas também por aqueles que outros podem cometer por causa deles. Refletir esta moda, se é indecente – e vemos que o mundo, infelizmente, segue esta moda como se fosse lei – é um truque do demônio, uma armadilha inteligente com a qual o diabo capturas almas, da mesma forma como caçadores colocam armadilhas nos bosques e campos.
Deus não nos deu a roupa como um adorno para alimentar nossa vaidade humana e frivolidade. Não! Ele deu-nos como uma proteção contra o pecado, como um sinal de penitência pelos pecados cometidos, e um castigo por estes, assim como para nos lembrar das leis de Deus, que todos nós somos obrigados a obedecer.
     Comecemos por analisar o modo como isso é um sinal de castigo e penitência pelo pecado cometido, e uma proteção contra a tentação. O texto sagrado nos diz que, depois que eles pecaram, Adão e Eva tentaram se cobrir com folhas de figueira, mas Deus não achou que isso foi suficiente, porque a Sagrada Escritura nos diz que Ele “fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu” (Gên. 3,21).
     Depois segue-se uma descrição da punição e da penitência imposta em razão do pecado: “O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. (Gên. 3, 23). E isso: “até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” (Gên. 3, 19). Assim, depois de vesti-los, Deus expulsa-los do jardim, mas só depois de impor a pena do trabalho, dizendo-lhes que deverão cultivar a terra, até que voltem ao pó de onde foram tirados, em outras palavras, até que eles morram.
     Os seres humanos trouxeram a sentença de morte em si mesmos por pecarem ao desobedecer o mandamento de Deus, que lhes havia dito: “Mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” (Gên. 2, 17). Sim, seu corpo vai morrer, porque você pecou e transgrediu a lei do teu Deus. Mas pior ainda, sua alma estará perdida para sempre a menos que você se arrependa e faça penitência. Você vai morrer, se você não mudar sua vida, se você não voltar a obedecer a lei do teu Deus.
     Observe, entretanto, que não é só por estas duas razões – castigo e a penitência pelos nossos pecados – que Deus nos vestiu; isso serviu também para outros fins. Além de ser uma defesa contra o pecado, o vestuário modesto com o qual devemos nos cobrir é uma marca distintiva que nos diferencia no fluxo de imoralidade e nos capacita a ser, para o mundo, verdadeiras testemunhas de Cristo.
     As roupas também servem para nos lembrar das leis de Deus e da nossa obrigação séria em obedecê-las. Deus, de fato, pediu a seu povo para usar, sobre suas roupas, sinais concretos que os fariam lembrar de seus mandamentos sagrados: “Dize aos israelitas que façam para eles e seus descendentes borlas nas extremidades de suas vestes, pondo na borla de cada canto um cordão de púrpura violeta. Fareis essas borlas para que, vendo-as, vos recordeis de todos os mandamentos do Senhor, e os pratiqueis, e não vos deixeis levar pelos apetites de vosso coração e de vossos olhos que vos arrastam à infidelidade.” (Num. 15, 38-39)
     Vejamos o que Deus está dizendo aqui: As borlas de suas roupas servirão para lembrá-los dos mandamentos do Senhor, para praticá-los, não para vos deixar levar pelos apetites de vosso coração e de vossos olhos que vos arrastam à infidelidade.
     Nossas roupas, então, são feitas para ser uma proteção para os olhos e o coração, de modo que não nos permitamos ser capturados pelas tentações da carne, do diabo e do mundo.
     As borlas mencionadas no texto, sem dúvida, visam algum tipo de decoração para a nossa roupa, mas a decoração deve ser de acordo com modéstia, com a dignidade da pessoa humana, com a decência, em suma, com a moral, levando-nos a observar os mandamentos da Lei de Deus.
     Finalmente, vamos refletir sobre a expressão que Deus usa: “através das vossas gerações”. Isso nos faz pensar que Deus não estava falando para o bem dos israelitas daquele tempo somente. O que Ele disse a eles diz respeito a nós também, hoje, assim como diz respeito àqueles que virão depois de nós – não na forma externa do sinal escolhido, que, naturalmente, muda, mas no significado e finalidade específica, não devemos perder de vista, se estamos respeitando a ordem das coisas como Deus as criou. Porque a Lei nos vem de Deus e não muda, é imutável como Ele mesmo é imutável. 


Liliane Maria-CMM

Modéstia e recolhimento na assistência ao Santo Sacrifício da Missa, Parte II

sexta-feira, 1 de abril de 2011

      Uma mulher, que entra na Igreja com um traje imodesto e chamativo, atrai para si todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações.
     Não é preciso excitar as pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são por demais levadas a frequentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se na casa de Deus, especialmente quando se celebra a Santa Missa.
     Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem diante dos altares vestidas com simplicidade, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com os seus penteados ridículos e ares de actrizes, assumem poses de deusas no lugar santo.
     A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso e reverente da Santa Missa. Ao assistir ao Santo Sacrifício, viu essa nobre flamenga um espectáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber; mas sim para satisfazer uma paixão impura.
     À volta dela apresentou-se um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo.Quando se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns dos demônios seguraram-lhe a cauda do vestido, outro ofereceu-lhe o braço enquanto ainda outros serviam-lhe de corte e prestavam-lhe vassalagem como se fosse a sua senhora.
     No momento em que o sacerdote descia do altar com a Sagrada Hóstia na mão a fim de dar a Santa Comunhão àquela infeliz, pareceu à Bem-aventurada Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e voltava para o Céu, repugnando-Lhe entrar num coração tão rodeado de espíritos das trevas.
      Aterrorizada por semelhante visão, tão impressionante, a Bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor, que lhe revelou a causa de tudo aquilo; fazendo-a ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se encontrava próxima do altar; e que durante toda a Santa Missa, em vez de se ocupar dos Santos mistérios a contemplava com olhares impuros, desejando mais agradar-lhe do que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e serviam-lhe de corte.
     Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas; creio com agrado e boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com trajes dignos de escândalo, mereceis todas as censuras e reprovações. Ao procederdes desse modo, transformais o templo sagrado em covil de ladrões e salteadores; já que roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais nos sacerdotes, nos sagrados ministros e em todo o povo.
     Cuidai e tende pressa em considerar e tomar a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir ao Santo Sacrifício da Missa, esta piedosa rainha dirigia-se com grande pompa à Igreja. Mas, ao iniciarem-se os divinos mistérios, tirava da cabeça a coroa e os anéis dos dedos; depunha os seus adornos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos do altar, onde estavam fixos. Tudo isto agradou de tal modo a Deus que quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa, Isabel aparecia resplandecente de luz; envolta em tanta claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes. Parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.
     Imitai exemplo tão ilustre, certas de que agradareis a Deus e aos homens, e de que a Santa Missa será para vós de muito proveito: nesta vida e na outra.

(São Leonardo de Porto Maurício, "As excelências da Santa Missa")

Fonte:http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com